Cada vez que o Facebook mexe no seu feed, os editores de informação do mundo inteiro ficam nervosos. E não é para menos: alguns media recebem 60% do seu tráfego através da rede social, e uma mudança não controlada é o suficiente para por em causa toda a estratégia digital.
Quando em setembro a rede social de Zukerberg fez uma revisão ao algoritmo de inclusão de notícias, o resultado foi aquele com que todos os editores sonhavam: aumento declarado de tráfego para os media tradicionais (jornais como o Washington Post) e novos (sites virais como o BuzzFeed). Agora, num esforço para reequilibrar o mercado, o Facebook anuncia que está a ocupar demasiado espaço com informação pouco credível, e que vai valorizar os produtores de conteúdos de referencia – em detrimento dos agregadores de conteúdo viral. O argumento para a mudança tem a ver com uma maior seletividade dos conteúdos a que o Facebook aceita servir de muleta potenciadora, e por isso o conteúdo de maior qualidade vai aparecer primeiro no feed, em detrimento dos materiais com menor qualidade.
A mudança mais recente foi a prometida generalização dos anúncios de vídeo no feed. De acordo com a AdAge, a proposta feita aos anunciantes com conteúdos vídeo passa por atingir diariamente a globalidade de uma de 4 faixas etárias no seu posicionamento: homens e mulheres abaixo dos trinta e homens e mulheres acima dos trinta. A etiqueta do preço é comprida, para que lá caibam todos os zeros: entre USD$ 1.000.000 e 2.000.000 (um ou dois milhões de dólares). Mas quem tem mil e duzentos milhões de assinantes pode cobrar o que quiser…
Estas mudanças servem para confirmar as tendências que se viveram ao longo de 2013 – que o vídeo é cada vez mais uma força publicitária de relevo na internet, e que a dependência dos meios face aos gigantes de social media não para de aumentar. Serão tendências que se devem aprofundar em 2014.

Em menos de um mês, o Facebook procedeu a duas alterações no seu feed de conteúdos e deixou anunciantes e editores à beira de um ataque de nervos.