Briefing | O que levou a Havaianas a escolher Lisboa para a maior loja da Europa?
Marta Lima | Portugal é um país com uma relação muito especial com a marca Havaianas. Somos o país da Europa com maior venda per capita e reconhecimento de marca mais elevado, pelo que faz todo o sentido estarmos bem representados num mercado onde somos uma love brand para os consumidores.
Briefing | O que vale o mercado português para a marca?
ML | O nosso país, apesar da sua reduzida dimensão, é estrategicamente muito importante para a marca, não só pelas vendas a nível per capita, mas pelo (re)conhecimento que os portugueses têm da Havaianas, levando-os a ser as “cobaias” perfeitas sempre que queremos apresentar novas propostas, seja a nível de coleções ou mesmo de categorias. Portugal, no caso específico das Havaianas, é o “mini-Brasil” da Europa.
Briefing | Qual o potencial de crescimento com esta abertura? O que traz este espaço de diferenciador e inovador ao retalho português?
ML | Acreditamos que este novo espaço vem criar o cenário perfeito para podermos mostrar ao nosso público as novidades da Havaianas, seja ao nível da nossa gama core de chinelos, como também nas novas categorias que lançamos e desenvolvemos. Estamos a falar de sandálias, alpercatas e as novidades de 2017: óculos de sol e têxtil.
Briefing | O que levou à escolha do Chiado?
ML | A nova abertura no Chiado é uma evolução da loja que já tínhamos aberto na mesma rua há uns anos; passamos de 40m2 para praticamente 200m2, num espaço “quente” do retalho lisboeta.
Briefing | Há a intenção de atrair turistas e não apenas clientes portugueses?
ML | O cenário perfeito para uma loja Havaianas é a coexistência de público português e turístico. Falamos ao mesmo tempo com um público muito distinto, que tem necessidade e desejos de consumo diferentes, tornando a nossa realidade de loja muito mais rica e atrativa. Ambos são fundamentais para nós.
Briefing | A Havaianas afirma-se como uma marca de summer lifestyle. A sazonalidade não limita o negócio? Como contorná-la?
ML | Somos e seremos sempre uma marca de chinelos, “feita de Verão Brasileiro”. Como tal, as nossas vendas terão sempre o seu pico entre março e setembro, com maior incidência nos meses puros de verão. No entanto, seja pelo fenómeno do turismo, ou pelas campanhas de ofertas em ocasiões especiais como Natal, e também pelas categorias novas que lançamos, como as alpercatas, as galochas e os próprios óculos de sol, conseguimos estender a presença da nossa marca ao longo do ano.
Briefing | Há mais planos para o mercado nacional?
ML | A marca Havaianas em Portugal está já muito bem distribuída a nível geográfico, através dos nossos parceiros multimarca. No entanto, temos ainda planos de abertura de mais alguns espaços dedicados no curto/médio prazo. Novidades a revelar mais tarde…
Briefing | E para a expansão na Europa?
ML | Neste momento temos 166 espaços dedicados na Europa e os nossos planos continuam a ser de desenvolvimento desta base, tanto a nível de número de espaço, como da qualidade da experiência que proporcionamos aos nossos consumidores.

A Havaianas escolheu Lisboa para a maior loja na Europa. O que a country manager em Portugal, Marta Lima, explica pelo facto de o mercado português ser o que apresenta maior reconhecimento de marca e mais vendas. Portugal é olhado como o “mini-Brasil” da Europa.