Briefing | O i voltou a ser o jornal melhor desenhado da Península. O que fez o jornal para merecer estes prémios?
Pedro Fernandes | É a quarta vez que o jornal recebe este prémio. Ganhámos em 2009, 2010, 2012 e este ano.
Acho que o júri escolhido considerou que a qualidade do trabalho que apresentámos a concurso era bom e por isso decidiu dar-lhe vários prémios. Significa que temos feito um bom trabalho no último ano em termos visuais.
E refiro-me a todos os aspetos visuais, sejam estes gráficos, de fotografia ou de infografia. Os prémios foram distribuídos por todas estas categorias.
Briefing | O que distingue o grafismo do jornal?
PF | Em primeiro lugar, a sua estrutura. O conceito do i é muito assente na estrutura de uma revista, e não tanto de um jornal. É menos rígida que a dos jornais mais tradicionais e, por isso, torna-se mais flexível nos recursos visuais. Outro elemento claramente distintivo são as cores e a forma como estas são usadas. Temos uma palete muito variada de cores que usamos de uma forma intensa em cada edição. Isto além do uso frequente de ilustrações, infografias e outros elementos gráficos que dão ao i características únicas.
Briefing | Que critérios usa na conceção de uma capa?
PF | O critério tem a ver com a importância das notícias. Isso é a base fundamental. Cada notícia tem uma determinada relevância na capa e é isso que se pretende passar. Sempre com a preocupação do que é mais e menos importante para mostrar ao leitor. De resto é utilizar os recursos gráficos que temos e com boas ideias fazer capas que funcionem bem, que tenham impacto para os leitores.
Briefing | Nestes prémios, o design dos jornais portugueses saiu-se bem. Diria que temos uma boa escola neste domínio?
PF | Geralmente saem-se bem, sim. O que posso dizer é que temos profissionais com talento a trabalhar nesta área em Portugal.
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