Informado por familiares de Carlos Pinto Coelho, Jorge Wemans confirmou a morte do jornalista, internado de urgência.
O director da RTP2 “saudou a enorme generosidade” de Carlos Pinto Coelho
com a cultura e os autores, enaltecendo “o seu papel na divulgação da
atividade cultural”.
Uma fonte hospitalar adiantou à Lusa que o jornalista deu hoje entrada
de urgência no Hospital de São José, em Lisboa, tendo sido transferido
para o Hospital de Santa Marta.
Foi submetido a uma intervenção cirúrgica ao coração, mas acabou por falecer devido a uma complicação aguda.
Carlos Nuno de Abreu Pinto Coelho, nascido em Lisboa, começou a sua
carreira como repórter no Diário de Notícias, em 1968, mas foi na rádio e
na televisão que se notabilizou, sobretudo com a apresentação do
magazine “Acontece”, entre 1994 e 2003.
Na televisão foi também diretor-adjunto de Informação da RTP, chefe de
redação do Informação/2, da RTP2, diretor de Programas e diretor de
Cooperação e Relações Internacionais.
Antes disso, e logo depois de deixar o jornal Diário de Notícias, foi um dos fundadores do diário Jornal Novo.
Foi também redator da Agência de Notícias portuguesa ANI e, em 1982, assumiu a direção executiva da revista Mais.
Na rádio foi locutor das estações TSF, Rádio Comercial, Antena1 e Teledifusão de Macau.
Desde 2003 até à atualidade foi professor de jornalismo na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar.
Atualmente, estava a preparar uma série de entrevistas a personalidades
para o programa “Conversa Maior”, a emitir na RTP Memória.
Carlos Pinto Coelho era comendador da Ordem do Infante D. Henrique e
recebeu vários prémios de jornalismo, incluindo o Prémio Bordalo, na
categoria de Televisão, pela Casa da Imprensa, o Grande Prémio Gazeta do
Clube de Jornalistas e o Prémio Carreira Manuel Pinto de Azevedo Jr.,
de O Primeiro de Janeiro.
ANP/ER.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
