“A nossa intenção sempre foi a de sermos uma empresa diferente. E a cortiça é um aspeto distintivo nessa abordagem. Não só ao nível de imagem, mas também porque é um produto amigo do ambiente, renovável e importante a nível térmico e acústico”, diz.
Foi em Coruche, terra de cortiça, que a marca inaugurou, em fevereiro de 2018, uma fábrica. A unidade industrial representa um investimento de 1,6 milhões de euros, dá emprego direto a 36 pessoas e produz perto de 36 mil telemóveis por mês. A capacidade de produção, essa, é superior – 100 mil equipamentos mensalmente. Um volume que a empresa pretende atingir no próximo ano e que lhe dará a “autonomia necessária” para crescer sem depender de outrem e descentralizar a produção nos países asiáticos.
Tito Cardoso traça o caminho: “O objetivo da fábrica em Portugal é estarmos a trabalhar em casa, com a cortiça, não só nos telemóveis, mas também nas embalagens, no marketing, na publicidade”.
A criação de uma marca nacional sempre foi uma ambição da empresa, conta, “não só pelo orgulho de ser português”, mas também, pela análise de mercado que confirmou a oportunidade de negócio nesta área. Uma vez que, entende, “o produto nacional e europeu tem muita expressão no mercado internacional”.
“A IKI Mobile nasce com o objetivo de conquistar o mercado tecnológico português e distribuir o nosso produto pela Europa e para os vários mercados além-fronteiras”, revela. Uma expetativa que se está a cumprir, com mais de 96% dos 400 mil telemóveis produzidos por ano a serem exportados para mais de 30 mercados. E a marca é mesmo, garante, uma das mais vendidas em Angola e Timor-Leste”. África é, aliás, a par da Europa e dos países árabes, o principal destino dos equipamentos da IKI Mobile. Até ao fim do ano, o objetivo é conquistar “um espaço relevante” nesses três mercados.
“O nosso logotipo simboliza a comunicação entre duas pessoas”, esclarece. “A IKI Mobile, ao proporcionar o recurso à melhor tecnologia e ao design mais arrojado, torna a comunicação de tal forma fluída, segura e confiante que os intervenientes, os dois ‘i’ e o próprio ato (comportamento) de comunicar se fundem num só ‘k’”.