O projeto que agora mora no número 88 daquela rua lisboeta, outrora Palácio Marquês de Sampaio, tem a mão de Catarina Nagy Morais, jovem jogadora de rugby cujos interesses a dada altura se cruzaram com os da mãe, Eunice Gonçalves, na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. A filha acabou por receber formação na instituição a que a mãe já presidira e, juntas, materializaram o sonho de abrir um restaurante.
A busca não foi fácil, mas a escolha acabou por recair neste espaço amplo – afinal, são cerca de 300 m2. Nascia, assim, o Irriverente. E, não, não é um erro de ortografia: é mesmo assim, à italiana, porque o ponto de partida nesta cozinha são os clássicos da cozinha italiana. Confecionados com produtos portugueses.

Esta dualidade de raízes está presente em toda a carta, onde, seja nas entradas e nas pastas frescas, seja no risotto e nas pizzas, há sempre variações à italiana e à portuguesa. E os nomes não enganam…

Na nossa prova, houver lugar para um Risotto à Ericeira, com sapateira, ameijoas e camarão, e uma Pizza Trás-os-Montes, com presunto, figos secos e mel. Nas entradas não podíamos evitar os clássicos italianos, entre o carpaccio e a bruschetta, o apetite podia ter sido perfeitamente saciado logo ali… E nessa altura ainda nem sabíamos o que nos esperava para o fim: um brownie com mousse gelada de lima e limão, caramelo salgado e praliné de frutos secos.

Ah e já dissemos que as pizzas são quadradas? Pois são… Uma boa opção para partilhar e um toque de irreverência deste Irriverente. Que se serve numa sala com lugar para 90 convivas, de decoração despojada, mas não simplista, de tons neutros, e em que pontuam as mesas retro, de tampo marmoreado. O pé direito alto é ideal para a cascata de pequenas lâmpadas que se desprende do teto e que, aliada às janelas de recorde clássico que cortam a parede praticamente de alto a baixo, deixam este restaurante inundado de luz.


