Designado “Drive the
Change” (“Conduz a Mudança”), o plano estratégico do Grupo Renault tem
um horizonte de seis anos com um ponto de passagem no final de 2013,
altura em que espera ter mais de três milhões de veículos vendidos, dois
mil milhões de euros, no mínimo, de ‘Free Cash Flow’ acumulado e uma
margem operacional superior a cinco por cento do volume de negócios.
Um
dos sete eixos fundamentais do plano é a política de inovação para
reduzir o impacto ambiental dos veículos para se tornar “no primeiro
construtor a comercializar uma gama completa de veículos de passageiros e
comerciais ligeiros elétricos” a um preço acessível.
“O ano de
2011 representará um capítulo decisivo na história da Renault, com a
comercialização de três modelos de propulsão elétrica: Fluence Z.E.,
Kangoo Z.E. e Twizy. Em 2012 o modelo ZOE juntar-se-á a esta gama”,
anunciou Carlos Ghosn em conferência de imprensa.
Além disso, a
Renault está ainda a postar numa nova geração de motores térmicos
designados “Energy”.
Outra aposta é a criação de um “plano
robusto” de lançamento de novos produtos, nomeadamente de uma gama
completa de veículos elétricos para vender em grande escala, devendo a
Aliança dispor de uma capacidade de produção de 500.000 unidades por
ano.
A Renault pretende lançar também uma gama de veículos
térmicos “enriquecida e completamente renovada” entre 2011 e 2016.
O
plano prevê a otimização das despesas de I&D e investimentos,
estabelecendo que 80 por cento dos novos modelos entre 2014 e 2016
assentem numa plataforma compartilhada com um parceiro, uma estratégia
que irá beneficiar a aliança com a Nissan e a cooperação com a Daimler.
A Renault vai ainda investir numa marca mais forte, baseada na
inovação, qualidade e novo design, tendo o presidente da empresa
apresentado hoje o ‘concept-car’ CAPTUR.
A excelência da rede na
relação com o cliente, a redução dos custos, a manutenção de uma posição
forte na Europa com crescimento nos mercados Internacionais são também
outros objetivos.
JMG
Lusa/fim
