A Barraca apresenta arte, um poema cénico da autoria de José Watanabe (1946-2007), poeta, dramaturgo e argumentista peruano, no qual se propõe uma reflexão sobre a memória da guerra.
“Ao escolher a voz de Ismena, a irmã sobrevivente de Antígona, como voz única desta narrativa, Watanabe escolhe pôr em cena não a heroína mas a pessoa, não a dimensão mítica mas a humana. Ismena encarna a memória viva, ela é a última testemunha, a sobrevivente, a voz que fica para contar uma guerra que nunca teria coragem para provocar”, explica Rita Lello.
O espetáculo, construído em colaboração com o ator Ivo Canelas, “apresenta-se como uma homenagem a todos os caíram e caem todos os dias, mas também aos que ficaram, aos que ficam, sozinhos a braços com as ausências e os destroços provocados por guerras que nunca pela sua mão deflagrariam. Para que nunca mais aconteça”.
Resto Zero está em cena às quintas e sextas às 21H30 e aos domingos às 17H30.


