“Nos produtos não alimentares o balanço é muito positivo, talvez mais ainda do que nos alimentares”, disse Paulo Azevedo durante a apresentação dos resultados de 2010 da Sonae, no Porto.
Segundo referiu, nos últimos anos a percentagem das compras da Sonae a marcas importadas, “nomeadamente do Extremo Oriente, tendeu a aumentar”, porque só assim foi possível garantir “a rentabilidade desejada e a preferência dos consumidores”.
Apesar deste aumento das importações, o grupo garante ainda comprar em Portugal “quase metade” dos seus produtos, “nomeadamente nos têxteis”, e destaca que, dado o forte ritmo de crescimento da sua atividade fora do país, está “a levar muitos produtos de fornecedores portugueses” para o estrangeiro.
“[As importações] foram um caminho que, durante um período, nos custou, mas era o único possível e sabíamos que no fim beneficiaria Portugal”, afirmou o presidente executivo da Sonae.
De acordo com Paulo Azevedo, outra “notícia positiva” é que “o desequilíbrio da última década em favor do Extremo Oriente está a inverter-se um bocadinho, com os custos, nomeadamente de transporte, para a China a subirem muito”.
PD
Lusa/fim
