“O nosso objetivo é
ter concluído em janeiro a análise de todas as reclamações”, afirmou Ana
Mendes Godinho à Lusa, à margem da cerimónia de encerramento do XXXVI
Congresso Nacional das Agências de Viagem e Turismo (APAVT).
A
mesma responsável adiantou que a Comissão Arbitral, nomeada pelo Turismo
de Portugal, e da qual a APAVT faz parte “intensificou” esta análise,
sendo que “já foram analisadas a grande parte das reclamações”,
garantiu, sem no entanto quantificar.
Questionada se, de facto,
não vai haver dinheiro suficiente para ressarcir todos os clientes, tal
como têm afirmado os agentes do setor conhecedores do processo, Ana
Mendes Godinho apenas relembrou que “já foram acionadas as cauções da
Marsans e dos operadores”.
Para além disso, frisou que só haverá
uma decisão sobre a distribuição do dinheiro depois de estarem
analisadas as reclamações.
A Lusa sabe que essa decisão depois
será da responsabilidade do Turismo de Portugal e já não da Comissão
Arbitral.
Recorde-se que foram dezenas os clientes que em Portugal
compraram pacotes de viagens à agência espanhola Marsans e que acabaram
por nunca poder viajar, já que a empresa mandou fechar as lojas sem
antes ter dado aos clientes os respetivos ‘vouchers’, nem ter, por seu
lado, pago as mesmas viagens – que recebeu dos clientes – aos operadores
turísticos.
Ainda durante o Congresso da APAVT, o provedor das
agências de viagens, Vera Jardim, voltou a reforçar que “a Marsans é um
caso de polícia”.
O congresso da APAVT decorreu de 27 de novembro a
1 de dezembro no Funchal (Madeira) e contou com a presença de cerca de
450 intervenientes do turismo, sob o tema ‘Turismo: liderança na
recuperação’.
MSF.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do
novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Fim
