Jorge Rodrigues, Influenzador na Influenzar – como se define -, conta ao Briefing que a “ideia [do anúncio] nasceu da mesma necessidade que é a génese do sucesso de qualquer rede social: a necessidade de partilhar. Faz parte da natureza humana partilhar tudo e mais alguma coisa.
Partilhamos porque queremos reacções. Seja o efeito prático de uma resposta de emprego ou a definição de determinado posicionamento perante a rede”.
Apesar do anúncio também ser publicitado num site de recrutamento temático, é nas redes sociais que a Influenzar mais aposta. E engane-se quem pense que a utilização desta ferramenta surgiu apenas agora. O facto de ser um meio barato e disponível é uma das razões que leva a agência de marketing de guerrilha, que trabalha frequentemente em propostas de activação para redes sociais, a aposte nele; mas também “é fundamental saber falar para os destinatários da nossa rede social e fazer a mensagem evoluir com a infra-estrutura tecnológica”, explica Jorge Rodrigues.
A aposta nas redes sociais enquanto um meio para recrutamento tem um “raciocínio simples e evidente”, refere o Influenzador: “A rede social é composta por um conjunto de relações profissionais e pessoais. Ora, muitos dos nossos amigos (terminologia Facebook) fazem o mesmo que nós ou trabalham em áreas similares. E esses amigos têm eles próprios uma rede social estruturada da mesma forma. O efeito é viral devido à relevância da mensagem (oferta de emprego) e à capacidade de disseminação do próprio meio”, esclarece.
Esta forma original de procurar um “copy choné júnior” para a Influenzar não só obteve os seus frutos, isto é, já teve várias respostas, como também suscitou uma onda de comentários ao anúncio, revela ao Briefing Jorge Rodrigues.
Quando questionado sobre o modo como encara o paradigma actual na procura e oferta de emprego, o Influenzador da Influenzar é claro: “não é novidade para ninguém que a facilidade em arranjar um emprego está cada vez mais relacionada com a dimensão da nossa rede social. Sejam as pessoas com quem nos cruzamos à noite no Bairro Alto ou os encontros virtuais nas redes sociais”.
CCB
Fonte: Briefing

