“Considerando a real e efetiva possibilidade de violação do acordo parassocial pela PTI SGPS SA, no processo de celebração do acordo de fusão com a sociedade OI vêm as restantes acionistas da Unitel SA reiterar o seu interesse e comunicar que pretendem exercer o direito de preferência que a Lei Angola, o acordo parassocial e os estatutos da sociedade lhe conferem na aquisição das ações que a PTI SGPS SA detém na sociedade Unitel”, afirma a operadora em carta enviada à PT.
A Unitel entende que a fusão entre a Portugal Telecom SGPS SA e brasileira Oi implicará, indiretamente, uma alteração na estrutura acionista da Unitel uma vez que a acionista de controlo final da PTI deixará de ser a PT SGPS SA e passará a ser a OI e a CorpCo.
A Unitel teve informações (pela imprensa e não pela sua co-acionista) de que a sociedade Portugal Telecom SGPS SA irá extinguir-se como resultado dessa fusão, sendo incorporada na CorpCo, mantendo, por razões meramente comerciais, a sua marca no seu país de origem através da sociedade PT Portugal.
“Isso implica, indiretamente, uma alteração na estrutura acionista da Unitel uma vez que a acionista de controlo final da PTI deixará de ser a PT SGPS SA e passará a ser a OI e a CorpCo”, diz a operadora angolana.
A acontecer a projetada operação, “tal situação subsumir-se-á à previsão do acordo parassocial celebrado entre as acionistas da Unitel a 15 de Dezembro de 2000 e ainda em vigor”, reforça a Unitel.
O acordo parassocial estipula que “a extinção ou alteração de controlo da PTI SGPS SA impõe o início de negociações tendentes a transmitir as ações da acionista para os restantes acionistas.”

