Vestidas para vencer

Um “Mercado do Salto Alto” vai promover, em Lisboa, a associação “Dress for Sucess”, cuja missão é contribuir para a independência económica das mulheres menos favorecidas, proporcionando roupas profissionais para uma entrevista de trabalho, uma rede de apoio e as ferramentas necessárias para o desenvolvimento da sua carreira. Teresa Durão, vice-presidente e diretora executiva da instituição em Portugal, fala ao Briefing sobre a iniciativa e o apoio das marcas.

Briefing | O que vai ser o “Mercado do Salto Alto”, que se realiza no próximo fim-de-semana?

Teresa Durão | O Mercado Salto Alto que se realiza desta vez no Palácio Foz em Lisboa nos dias 5 e 6 de Julho, é um evento de angariação de fundos de venda de roupa em primeira & segunda mão promovido pela Associação Dress For Success Lisboa que reverte a favor dos programas de desenvolvimento de carreira, nomeadamente Academia do Sucesso e Vestidas para Vencer. Mas além disto é uma forma de muitas mulheres obterem a baixo custo peças de qualidade para que possam manter uma imagem cuidada no seu dia a dia, além da oportunidade de estarem em contacto com consultoras de imagem que ajudam de forma personalizada a desconstruir a maneira de se vestirem e a criarem um guarda fato inteligente.

Briefing | Qual a importância deste evento na “Dress for Success”?

TD | É realizado apenas duas vezes por ano conforme indicação da Dress Worldwide e é mesmo muito importante para o nosso trabalho. É uma forma de divulgar a nossa missão e de promover as ações de responsabilidade social dos parceiros /empresas, que se juntam a nós e ajudam muitas mulheres a mudarem as suas vidas e a sua forma de estar. Por outro lado fazemos sempre questão de associar este evento a zonas históricas e emblemáticas da cidade de Lisboa, contribuindo para a dinamização destes espaços e proporcionando a todas as mulheres a oportunidade de visitarem locais que regularmente não frequentam.

Briefing | Como é que as marcas têm aderido ao “Dress for Success”?

TD | Cada vez mais as marcas compreendem o valor de se associarem a este projeto sem fins lucrativos. É um projeto inovador pois é o único em Portugal a desenvolver responsabilidade social na área da imagem pessoal/moda. Os consumidores destas marcas veem espalhadas nestas ações a preocupação social inerente à atuação das suas marcas preferidas no mercado, promovendo a fidelização às mesmas. É sem dúvida um valor acrescentado e que contribui para a notoriedade e melhor posicionamento dos seus produtos no mercado nacional.

Briefing | De que forma é que as marcas podem colaborar com este movimento?

TD | As empresas podem colaborar connosco através da celebração de protocolos ou parcerias que se traduzem em benefícios quer para os seus consumidores, quer para as mulheres que se dirigem à nossa instituição. Podem ainda apadrinhar um dos nossos programas ou organizar ações de doação de roupa que vão desenvolver a nossa capacidade de dar resposta às imensas solicitações diárias que recebemos, através dos parceiros sociais, e das ações de sensibilização que promovemos por todo o território nacional.

Briefing | Quais as ambições do projeto em Portugal?

TD | O projeto é recente em Portugal pois tem apenas três anos. Através da nossa capacidade empreendedora registámos um acentuado crescimento no último ano, onde promovemos programas dedicados à melhoria de competências pessoais e profissionais e consequentemente a um aumento da empregabilidade. Pretendemos continuar a ajudar todas as mulheres que a nós recorrem. Um dos nossos objetivos é replicar as boas práticas a nível nacional de forma a aumentar o nosso impacto social.

briefing@briefing.pt

Sexta-feira, 04 Julho 2014 08:15


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