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	<title>Arquivo de opinião - Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</title>
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	<description>Portal de Marketing e Publicidade: A sua porta de entrada para as últimas notícias, dicas e tendências do mundo do marketing.</description>
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	<title>Arquivo de opinião - Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</title>
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		<title>A opinião de&#8230; Ana Silva, da PURINA</title>
		<link>https://www.briefing.pt/2050/a-opiniao-de-ana-silva-da-purina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simão Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 07:55:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2050]]></category>
		<category><![CDATA[2050.briefing]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acredito que os animais de companhia têm o poder de transformar vidas. Na PURINA, partilhamos uma convicção simples, mas forte: quando as pessoas e os animais estão juntos, a vida fica melhor. É aquilo a que chamamos pet-human bond – a ligação única e profunda entre as pessoas e os seus cães e gatos. Hoje, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que os animais de companhia têm o poder de transformar vidas. Na PURINA, partilhamos uma convicção simples, mas forte: quando as pessoas e os animais estão juntos, a vida fica melhor. É aquilo a que chamamos </span><span style="font-weight: 400;">pet-human bond –</span><span style="font-weight: 400;"> a ligação única e profunda entre as pessoas e os seus cães e gatos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, a ciência ajuda a explicar o que muitos já sentem em casa. A presença de um animal de companhia pode ajudar a reduzir o stress, combater o isolamento e trazer mais equilíbrio emocional. E vai além disso: em contextos mais sensíveis, este vínculo torna-se ainda mais essencial – e pode ser mesmo transformador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vemos esse impacto em áreas como a terapia assistida por animais. Quando bem acompanhada por profissionais, pode ajudar pessoas mais vulneráveis a reduzir a ansiedade, a melhorar a sua autoestima e a estimular as suas competências sociais. Também os cães de assistência mostram, todos os dias, como esta relação pode dar mais autonomia, segurança e qualidade de vida a pessoas com diferentes necessidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por acreditarmos muito neste poder que trabalhamos para o levar mais longe – especialmente a quem mais precisa.  Na PURINA, a nutrição está no centro do que fazemos, mas não define tudo o que somos. Trabalhamos lado a lado com organizações que, tal como nós, sabem que cuidar dos animais é também cuidar das pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa colaboração com a Animalife é um exemplo disso: através da doação de alimentos, ajudamos famílias em situação de vulnerabilidade a manterem os seus animais, prevenindo o abandono e preservando este vínculo tão importante nas suas vidas.  Com a Ânimas, levamos cães a ambientes hospitalares, onde ajudam a tornar dias difíceis um pouco mais leves. Momentos simples – um olhar, um toque, uma festinha – que podem fazer toda a diferença no bem-estar emocional de quem está em tratamento. E com parceiros como a Kokua ou a Pata d’Açúcar, continuamos a explorar outras formas de atuar na interseção entre o apoio social e o cuidado animal. Porque quando unimos forças, conseguimos chegar majs longe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estas parcerias são mais do que iniciativas. São passos concretos para um objetivo maior: conseguirmos ajudar um milhão de pessoas em situação de vulnerabilidade, em toda a Europa, a sentirem-se melhor – com o apoio e companhia de animais – até 2030.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas esta visão vai além das comunidades. Vive-se também no nosso dia a dia. Acreditamos que esta ligação entre pessoas e animais faz a diferença em todos os contextos, incluindo no trabalho. É por isso que promovemos iniciativas como </span><span style="font-weight: 400;">Pets at Work</span><span style="font-weight: 400;">, que ajudam a criar espaços mais próximos, onde as pessoas se sentem mais tranquilas e mais conectadas. Há 10 anos, que os nossos escritórios em Linda-a-Velha são </span><span style="font-weight: 400;">pet-friendly</span><span style="font-weight: 400;">, permitindo que os nossos cães possam vir para o trabalho, todos os dias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na PURINA, a responsabilidade não é apenas aquilo que fazemos para fora. É a forma como pensamos e vivemos o nosso propósito todos os dias. Porque, no fundo, é simples: quando cuidamos de todos &#8211; dos animais e das pessoas &#8211; ajudamos a construir comunidades mais fortes, mais resilientes – e mais humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é por isso que continuamos – juntos. Porque, juntos, estamos melhor. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ana Silva, Marketing Manager da PURINA</span></i></p>
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		<title>A opinião de… Ricardo Rocha, da Noesis</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-ricardo-rocha-da-noesis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simão Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 12:26:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante anos, o marketing digital viveu de uma ideia simples: se os consumidores procuram algo, as marcas têm de garantir que aparecem nessa pesquisa. Foi esta lógica que impulsionou estratégias de SEO, conteúdos e personalização. Essa realidade não desapareceu, mas está a mudar rapidamente. A IA está a assumir o papel de novo intermediário entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante anos, o marketing digital viveu de uma ideia simples: se os consumidores procuram algo, as marcas têm de garantir que aparecem nessa pesquisa. Foi esta lógica que impulsionou estratégias de SEO, conteúdos e personalização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa realidade não desapareceu, mas está a mudar rapidamente. A IA está a assumir o papel de novo intermediário entre marcas e consumidores. As pessoas já não pesquisam, clicam e comparam websites. Cada vez mais, recorrem a assistentes de IA para obter respostas, recomendações e apoio às suas decisões de compra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta mudança de comportamento está também a redefinir o papel do marketing, alterando profundamente a forma como uma marca é descoberta: antes mesmo de um potencial cliente visitar um website, pode já ter sido resumida, comparada ou recomendada por um sistema de IA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Gartner prevê que o volume de pesquisa tradicional diminua 25 % até 2026. Ao mesmo tempo, a Adobe indica que cerca de um quarto dos consumidores já utiliza plataformas de IA como principal ferramenta de pesquisa. Estes dados sugerem que o comportamento dos consumidores está a mudar mais depressa do que muitas estratégias de marketing.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perante este cenário, surge uma nova questão para os marketers: “quando a IA explica a nossa marca, está a fazê-lo de forma correta, credível e capaz de gerar confiança?”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, as marcas precisam de ser inteligíveis para as máquinas e confiáveis para os humanos. Casos de sucesso, conhecimento especializado, conteúdos educativos, provas e insights próprios e posicionamento são a matéria-prima que os sistemas de IA usam para interpretar uma marca ou organização. Se esses sinais forem vagos ou genéricos, a IA irá ignorá-los.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a personalização, apesar de continuar a ser importante, deixa de ser suficiente. Uma mensagem, mesmo que certa, para a pessoa certa, no momento certo e no canal adequado, pode continuar a soar genérica, automatizada e “sem alma”. Quando a IA democratiza a produção de conteúdos, a verdadeira diferenciação deixa de estar na quantidade e passa a estar na identidade que uma marca consegue construir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não surpreende, por isso, que a autenticidade esteja a tornar-se preponderante. Um estudo global conduzido pela Sitecore e pela Ipsos indica que 68 % dos consumidores atribuem o mesmo ou maior peso aos pontos de contacto digitais quando avaliam a autenticidade de uma marca, enquanto 89 % dizem que as organizações precisam de fazer mais para a proteger.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem veja esta evolução como uma ameaça. Mas a Inteligência Artificial não substitui uma estratégia de marketing sólida. Muito pelo contrário. Pode (e deve) ser um multiplicador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, se uma marca comunica de forma superficial, a IA irá escalar essa superficialidade. Se os dados são inconsistentes, irá amplificar essa inconsistência. Mas quando existe conhecimento, rigor, transparência e supervisão humana, a IA torna-se um poderoso acelerador da qualidade e da relevância. A transparência é, aliás, um fator decisivo: 65 % dos consumidores afirmam que a utilização não declarada de IA reduz a confiança numa marca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que a Inteligência Artificial pode tornar o marketing mais estratégico do que nunca. Não porque substitui a criatividade ou o pensamento humano, mas porque permite compreender melhor os clientes, identificar padrões, antecipar necessidades e apoiar decisões mais informadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O futuro pertencerá às marcas que souberem distinguir aquilo que deve ser automatizado, governado, medido e potenciado pela IA daquilo que deve continuar a ser profundamente humano.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Ricardo Rocha, Global Marketing Director na Noesis</span></em></p>
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		<title>A opinião de&#8230; Filipa Lopes, da UPPartner</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-filipa-lopes-da-uppartner-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simão Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 10:35:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante décadas, o comunicado de imprensa foi o ponto de partida da relação entre marcas e media. Um formato claro, funcional e previsível, que organizava a informação e a colocava nas mãos certas. Hoje, continua a ser relevante, mas deixou de ser suficiente. Não porque tenha perdido valor, mas porque o contexto em que opera [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas, o comunicado de imprensa foi o ponto de partida da relação entre marcas e media. Um formato claro, funcional e previsível, que organizava a informação e a colocava nas mãos certas. Hoje, continua a ser relevante, mas deixou de ser suficiente. Não porque tenha perdido valor, mas porque o contexto em que opera mudou profundamente.</p>
<p>A comunicação corporativa tornou-se mais fragmentada, mais imediata e, sobretudo, mais exigente. O que antes era um documento fechado é hoje apenas o início de um percurso. Os comunicados continuam a gerar visibilidade e credibilidade, mas apenas quando integrados numa estratégia mais ampla, pensada para múltiplos pontos de contacto.</p>
<p>A função de “fonte oficial” mantém-se, mas já não basta. Num ambiente saturado de informação, a relevância depende da capacidade de enquadrar a notícia, de a tornar útil e de a ligar a um contexto maior. O comunicado deixou de ser apenas um veículo de transmissão e passou a ser uma peça estratégica que precisa de competir pela atenção.</p>
<p>Essa mudança é visível na forma como o conteúdo é hoje trabalhado. O comunicado já não vive isolado. É pensado desde o início para múltiplos canais, públicos e formatos. Integra SEO, é adaptado para redes sociais, alimenta conteúdos derivados e, cada vez mais, recorre a ferramentas de inteligência artificial para ganhar escala e eficiência. Mais do que um documento, tornou-se numa base de conteúdo que pode ser desdobrada, amplificada e reinterpretada.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a forma como se conta a história ganhou peso. Comunicados que integram elementos visuais, como imagens, vídeo ou infografia, geram níveis de envolvimento significativamente superiores. Isto não é apenas uma questão de formato, é uma mudança de linguagem. A comunicação deixou de ser apenas informativa para se tornar também experiencial. O que se comunica continua a ser importante, mas a forma como se apresenta passou a ser determinante.</p>
<p>Neste contexto, dois fatores tornam-se críticos: autenticidade e timing. Num ambiente dominado por algoritmos e automação, a tentação de produzir mais rapidamente é evidente, mas a velocidade sem relevância gera ruído. As marcas que se destacam são aquelas que mantêm coerência na sua narrativa, que comunicam com intenção e que sabem escolher o momento certo para entrar na conversa.</p>
<p>Para as marcas portuguesas, este cenário representa uma oportunidade clara. Existe uma capacidade natural de comunicar com autenticidade, de valorizar a origem e de construir narrativas diferenciadoras. Quando combinada com uma estratégia multicanal e uma ambição internacional, essa autenticidade pode ganhar escala. Apostar em conteúdos bilingues, trabalhar storytelling local com relevância global e integrar plataformas internacionais são caminhos que permitem amplificar essa voz.</p>
<p><em>Filipa Lopes, PR &amp; Influencer Marketing Director da UPPartner </em></p>
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		<item>
		<title>Construir marca com restrições de comunicação: Limitação ou vantagem criativa?</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/construir-marca-com-restricoes-de-comunicacao-limitacao-ou-vantagem-criativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simão Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 09:02:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[prémio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi esta a pergunta que me foi colocada mas, na verdade, a resposta é óbvia: é, claro, uma limitação criativa – a própria etimologia da palavra restrição já o assume. A questão mais premente será, porventura, se essa limitação é impeditiva de construir e fazer crescer uma marca. A este propósito, tem sido bastante interessante [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/noticias/construir-marca-com-restricoes-de-comunicacao-limitacao-ou-vantagem-criativa/">Construir marca com restrições de comunicação: Limitação ou vantagem criativa?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Foi esta a pergunta que me foi colocada mas, na verdade, a resposta é óbvia: é, claro, uma limitação criativa – a própria etimologia da palavra </span><span style="font-weight: 400;">restrição</span><span style="font-weight: 400;"> já o assume. A questão mais premente será, porventura, se essa limitação é impeditiva de construir e fazer crescer uma marca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A este propósito, tem sido bastante interessante assistir nos últimos anos – finalmente – à profusão das ideias preconizadas pelo Ehrenberg-Bass Institute, popularizadas no livro “</span><span style="font-weight: 400;">How brands grow</span><span style="font-weight: 400;">” e, de forma mais abrangente, nas redes sociais, sobre aquilo que, empiricamente, contribui para o crescimento das marcas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não obstante as várias críticas à aplicabilidade do modelo em diferentes setores de atividade, muitas delas, quanto a mim, válidas, a generalidade dos marketers reconhece hoje que fazer crescer uma marca está tão dependente daquilo </span><span style="font-weight: 400;">que </span><span style="font-weight: 400;">é comunicado, como, igualmente, de </span><span style="font-weight: 400;">como </span><span style="font-weight: 400;">comunicamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De facto, de acordo com o autor, construir e fazer crescer uma marca (no indicador que realmente interessa, </span><span style="font-weight: 400;">market share</span><span style="font-weight: 400;">), deve-se, em grande medida, à capacidade de comunicar os elementos certos (os aclamados </span><span style="font-weight: 400;">distinctive brand assets, </span><span style="font-weight: 400;">tema sobre o qual recomendo a leitura da Prof. Jenni Romaniuk</span><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">, de maneira consistente e na medida certa, de forma a criar e reforçar associações mentais, a saliência da marca, reservando à componente puramente criativa o papel de veículo para a atenção e memória, e não um fim em si mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegamos então à questão: conseguimos fazê-lo com restrições de comunicação?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta não é linear. Antes de mais, é preciso entender que existiem constragimentos de natureza distinta – reais, percebidos, auto-impostos ou estruturais – e em diferentes categorias: legais, éticas, culturais, organizacionais, de recursos humanos ou financeiros, etc. Depois, evidentemente, cada marca, ou melhor, cada marketer, diretor criativo, designer, copywriter tem restrições muito particulares e pessoais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Percebemos então que, para qualquer marca, existe uma intricada e complexa rede de </span><span style="font-weight: 400;">amarras</span><span style="font-weight: 400;"> que, naturalmente, irão condicionar a comunicação, quer do ponto de vista </span><span style="font-weight: 400;">do que é </span><span style="font-weight: 400;">comunicado como da forma </span><span style="font-weight: 400;">como é</span><span style="font-weight: 400;"> comunicado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os limites, afinal, estão em todo o lado e até este artigo não é exceção (o tema, caracteres). Talvez seja precisamente esse o ponto: não é a ausência de restrições que define uma boa marca. É o que fazemos dentro delas e quão criativos somos a fazer crescer as nossas marcas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">José Miguel Almeida, Country Manager da Betano Portugal</span></i></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A opinião de&#8230; Ana Petrucci, da Intelcia Portugal</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-ana-petrucci-da-intelcia-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 10:30:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[destaque editor]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As marcas nunca estiveram tão preparadas para prometer uma experiência diferenciadora. As campanhas são hoje mais sofisticadas, as jornadas digitais mais integradas e o uso crescente da Inteligência Artificial (IA) elevou a experiência do cliente a um novo patamar. Ainda assim, a perceção dos profissionais do setor indica que existe um desfasamento relevante entre a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-ana-petrucci-da-intelcia-portugal/">A opinião de&#8230; Ana Petrucci, da Intelcia Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As marcas nunca estiveram tão preparadas para prometer uma experiência diferenciadora. As campanhas são hoje mais sofisticadas, as jornadas digitais mais integradas e o uso crescente da Inteligência Artificial (IA) elevou a experiência do cliente a um novo patamar. Ainda assim, a perceção dos profissionais do setor indica que existe um desfasamento relevante entre a intenção e a realidade.</p>
<p>Estas são algumas conclusões de um estudo desenvolvido pela Intelcia com base na visão de quase 400 profissionais de Customer Experience, que cruza perspetivas do mercado externo e de lideranças da Intelcia para melhor identificar tendências e prioridades para o futuro.</p>
<p>O estudo revela dois dados particularmente relevantes: por um lado, 48,7 % dos profissionais identificam o desfasamento entre a promessa da marca e a experiência efetivamente entregue ao cliente como o principal desafio do setor; por outro, 35,7 % apontam o propósito e a autenticidade como os atributos mais importantes de uma marca.</p>
<p>Durante anos, a diferenciação das marcas assentou na capacidade de construir narrativas fortes, mas esse paradigma está a mudar num contexto de maior transparência e comparação, onde o cliente avalia mais a entrega e a experiência efetiva do que aquilo que é prometido.</p>
<p>A dificuldade já não reside na definição da proposta de valor, mas na sua entrega consistente ao longo da jornada do cliente. A fragmentação de canais, sistemas e equipas e o consequente risco de acumulação de pequenas inconsistências com impacto direto na confiança, tornam este desafio particularmente relevante.</p>
<p>A IA e a automação estão a transformar os modelos operacionais, permitindo ganhos em eficiência, velocidade e disponibilidade, mas aumentando simultaneamente a exposição das organizações a falhas de consistência, uma vez que as expectativas dos clientes sobem em paralelo. A tecnologia resolve escala, mas não resolve, por si só, coerência.</p>
<p>O futuro da Customer Experience dependerá, por isso, da capacidade de integrar tecnologia e talento humano de forma estruturada, sendo que a tecnologia assume um papel central na previsibilidade e eficiência dos processos, enquanto o fator humano continua a ser determinante na gestão de situações complexas, na empatia e na capacidade de adaptação ao contexto.</p>
<p>O propósito das marcas é hoje testado sobretudo na execução, sendo a experiência do cliente o principal mecanismo de validação da promessa de marca, na medida em que cada interação contribui para reforçar ou fragilizar essa perceção.</p>
<p>Num contexto em que a confiança é cada vez mais determinante na relação entre marcas e consumidores, as organizações que conseguirem alinhar promessa, operação e experiência estarão melhor posicionadas para construir relações de confiança duradouras com os seus clientes.</p>
<p><em>Ana Petrucci, HR and Brand &amp; Engagement Director da Intelcia Portugal</em></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-ana-petrucci-da-intelcia-portugal/">A opinião de&#8230; Ana Petrucci, da Intelcia Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Os marketeers que estão a ser formados hoje estão preparados para o Marketing de amanhã?</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/os-marketeers-que-estao-a-ser-formados-hoje-estao-preparados-para-o-marketing-de-amanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:27:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[prémio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.briefing.pt/?p=228668</guid>

					<description><![CDATA[<p>E se esta for a pergunta errada? Talvez devêssemos perguntar se as organizações estão preparadas para o tipo de marketeers de que vão precisar. Durante anos, investimos na formação de profissionais capazes de dominar ferramentas, metodologias e tendências. Mas vivemos um momento em que o conhecimento nunca esteve tão acessível. A inteligência artificial democratizou o [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/noticias/os-marketeers-que-estao-a-ser-formados-hoje-estao-preparados-para-o-marketing-de-amanha/">Os marketeers que estão a ser formados hoje estão preparados para o Marketing de amanhã?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>E se esta for a pergunta errada?</p>
<p>Talvez devêssemos perguntar se as organizações estão preparadas para o tipo de marketeers de que vão precisar.</p>
<p>Durante anos, investimos na formação de profissionais capazes de dominar ferramentas, metodologias e tendências. Mas vivemos um momento em que o conhecimento nunca esteve tão acessível. A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, acelerou a execução e reduziu o valor de muitas competências técnicas que, até há pouco tempo, eram verdadeiramente diferenciadoras.</p>
<p>Perante esta realidade, o que continuará a distinguir um grande marketeer?</p>
<p>Acredito que serão, acima de tudo, três capacidades profundamente humanas.</p>
<p>A primeira é uma curiosidade insaciável. Não apenas sobre marketing, mas também sobre pessoas, comportamento, tecnologia, cultura, economia ou ciência. As melhores ideias raramente nascem dentro da nossa própria disciplina.</p>
<p>A segunda é a capacidade de formular melhores perguntas. Estamos obcecados em responder cada vez mais depressa, quando talvez devêssemos aprender a perguntar melhor. Porque a qualidade das respostas será, cada vez mais, determinada pela qualidade das perguntas que somos capazes de colocar.</p>
<p>A terceira é o pensamento sistémico. Compreender que uma marca não existe isoladamente. Que uma decisão de marketing influencia a experiência do cliente, a cultura da organização, a reputação, o negócio e até a sociedade. Num mundo cada vez mais interligado, pensar em silos deixou de ser uma opção.</p>
<p>Por isso, talvez o maior desafio não esteja nas escolas de marketing. Está nas organizações.</p>
<p>Será que recrutamos estas características? Será que criamos culturas onde a curiosidade é valorizada? Onde desafiar pressupostos é visto como um contributo e não como um incómodo? Onde fazer perguntas difíceis é entendido como um sinal de liderança e não de irreverência?</p>
<p>Os melhores marketeers de amanhã podem já estar a ser formados hoje. A verdadeira questão é se terão espaço para pensar de forma diferente quando entrarem nas nossas organizações.</p>
<p>E deixo uma última pergunta.</p>
<p>Estamos a formar marketeers para responder a perguntas&#8230; ou para fazer as perguntas que ainda ninguém teve a coragem de fazer?</p>
<p><em>Pedro Brito, CEO da Nova SBE Executive Education</em></p>
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		<item>
		<title>A opinião de&#8230; Vera Ferreira, da Saint-Gobain Portugal</title>
		<link>https://www.briefing.pt/2050/a-opiniao-de-vera-ferreira-da-saint-gobain-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simão Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 08:18:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2050]]></category>
		<category><![CDATA[2050.briefing]]></category>
		<category><![CDATA[destaque editor]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente, o setor da construção encontra-se num contexto marcado pela necessidade de reduzir o impacto ambiental dos edifícios, aumentar a eficiência energética e reforçar a resiliência das infraestruturas, sendo ainda exigida a capacidade de desenvolver soluções integradas e eficazes. Na Saint-Gobain, acreditamos que a construção sustentável é um dos principais motores de transformação do setor. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/2050/a-opiniao-de-vera-ferreira-da-saint-gobain-portugal/">A opinião de&#8230; Vera Ferreira, da Saint-Gobain Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, o setor da construção encontra-se num contexto marcado pela necessidade de reduzir o impacto ambiental dos edifícios, aumentar a eficiência energética e reforçar a resiliência das infraestruturas, sendo ainda exigida a capacidade de desenvolver soluções integradas e eficazes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Saint-Gobain, acreditamos que a construção sustentável é um dos principais motores de transformação do setor. Por isso, temos vindo a consolidar uma estratégia que nos permite responder de forma mais abrangente, colocando a sustentabilidade no centro da nossa atuação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia Lead &amp; Grow, que estamos a implementar de forma global, representa precisamente essa visão: uma abordagem que permite uma melhor articulação entre materiais, sistemas e serviços, de forma a contribuir para projetos mais sustentáveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Portugal, através da integração das áreas de isolamento, fachadas, divisórias, tetos, pavimentos, impermeabilização e químicos para a construção, passamos a disponibilizar uma oferta multissolução capaz de responder às necessidades dos segmentos residencial, não residencial e de infraestruturas. O objetivo é apoiar clientes e parceiros em todas as fases do ciclo de construção e promover a adoção de soluções que contribuam para edifícios mais eficientes, duráveis e preparados para os desafios da transição sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância de fazermos este caminho é confirmada pelos resultados do Barómetro da Construção Sustentável 2026, publicado pelo Observatório da Construção Sustentável da Saint-Gobain. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo revela que 73 % dos profissionais do setor consideram a construção sustentável uma prioridade e que 41 % acreditam que esta gera mais valor do que a construção tradicional. No entanto, continuam a existir desafios na sua implementação prática, nomeadamente ao nível da competitividade das soluções, da sensibilização e da aceleração dos processos de renovação energética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, fenómenos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes demonstram que a sustentabilidade não pode ser analisada apenas numa perspetiva ambiental. A resiliência do ambiente construído, a proteção dos ativos e a adaptação aos riscos climáticos são fatores cada vez mais relevantes para o desenvolvimento económico e social, exigindo colaboração entre todos os intervenientes do ecossistema da construção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Saint-Gobain iremos continuar a investir em soluções integradas que ajudem a transformar o setor e a acelerar a construção de edifícios e infraestruturas mais eficientes, resilientes e preparados para o futuro.</span></p>
<p><em>Vera Ferreira, coordenadora de Comunicação da Saint-Gobain Portugal</em></p>
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		<title>A opinião de&#8230; Vasco Malveiro, da Provalliance Portugal</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-vasco-malveiro-da-provalliance-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simão Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 09:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma expressão que muitas empresas gostam de usar: “o cliente está no centro”. É uma frase correta, simpática e consensual. Mas, na prática, é muitas vezes mais uma intenção do que uma realidade. Acredito que o verdadeiro desafio das marcas hoje não é dizer que colocam o cliente no centro. É provar isso todos [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-vasco-malveiro-da-provalliance-portugal/">A opinião de&#8230; Vasco Malveiro, da Provalliance Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma expressão que muitas empresas gostam de usar: “o cliente está no centro”. É uma frase correta, simpática e consensual. Mas, na prática, é muitas vezes mais uma intenção do que uma realidade.</p>
<p>Acredito que o verdadeiro desafio das marcas hoje não é dizer que colocam o cliente no centro. É provar isso todos os dias, em todas as decisões, em todos os pontos de contacto e, sobretudo, nos momentos em que é mais difícil fazê-lo.</p>
<p>A obsessão pelo cliente não é um slogan de marketing. É uma disciplina de gestão.</p>
<p>Significa decidir a partir da perspetiva de quem compra, entra, experimenta, reclama, volta ou deixa de voltar. Significa ter a humildade de sair da cadeira do gestor e sentar-se, por instantes, na cadeira do cliente. O que sente? O que espera? O que valoriza? O que o irrita? O que o faz confiar? O que o faz recomendar?</p>
<p>Esta capacidade de nos colocarmos no lugar do cliente é, talvez, uma das competências mais importantes da liderança moderna. Porque o cliente mudou. Está mais informado, mais exigente, mais impaciente, mais emocional e menos fiel por hábito. Compara mais, pesquisa mais, avalia mais. E, acima de tudo, espera mais.</p>
<p>Espera bons produtos e bons serviços, naturalmente. Mas espera também conveniência, personalização, transparência, rapidez, empatia e consistência. Espera sentir que a marca o conhece, o respeita e não o trata como apenas mais uma transação.</p>
<p>Por isso, a experiência de cliente deixou de ser um tema exclusivamente operacional ou comercial. É um tema estratégico. É marca, cultura, tecnologia, dados, formação, liderança e execução. Uma campanha pode atrair atenção. Um conceito pode gerar desejo. Uma marca pode parecer “sexy”, aspiracional e relevante. Mas, no fim, é a experiência que confirma — ou destrói — a promessa.</p>
<p>E este é um ponto essencial: as marcas têm de criar expectativas altas, mas sérias. Devem seduzir, inspirar e despertar vontade. Devem ter identidade, energia, estética, narrativa e ambição. Num mercado saturado de estímulos, as marcas indiferentes tornam-se invisíveis. Mas a diferenciação não pode viver apenas na comunicação. Tem de continuar no serviço, no atendimento, no detalhe, na entrega e no pós-venda.</p>
<p>O marketing atrai. A experiência retém.</p>
<p>Esta é uma verdade aplicável a praticamente todos os setores, mas torna-se ainda mais evidente em negócios de serviço, onde a marca é vivida em tempo real. Na minha atividade, em áreas ligadas à beleza, imagem e cuidado pessoal, esta realidade é muito clara: o cliente não compra apenas um serviço técnico. Compra confiança, autoestima, aconselhamento, ambiente, relação e a expectativa de se sentir melhor. Mas o mesmo princípio aplica-se à hotelaria, ao retalho, à banca, à saúde, à restauração, ao luxo ou à tecnologia.</p>
<p>A grande questão é: estamos realmente a gerir empresas a partir do cliente ou continuamos a gerir a partir dos nossos processos internos?</p>
<p>Muitas organizações ainda olham para o cliente através de departamentos: marketing, vendas, operações, apoio ao cliente, digital, loja, pós-venda. O cliente, porém, não vê departamentos. Vê uma marca. E avalia a marca pela soma das suas experiências. Uma boa interação pode ser anulada por uma má resposta. Uma grande campanha pode ser desperdiçada por uma execução medíocre. Um conceito brilhante pode perder força se a equipa não estiver preparada para o entregar.</p>
<p>É aqui que entra a gestão inteligente da relação com o cliente. Não basta recolher dados. É preciso interpretá-los. Não basta medir satisfação. É preciso agir sobre ela. Não basta ouvir reclamações. É preciso perceber padrões. Não basta ter CRM. É preciso ter cultura de cliente.</p>
<p>A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas não substitui a intenção. Pode ajudar-nos a conhecer melhor comportamentos, antecipar necessidades, personalizar ofertas, acompanhar feedback e melhorar decisões. Mas a tecnologia sem cultura é apenas software. A verdadeira vantagem competitiva está na combinação entre dados, sensibilidade humana e capacidade de execução.</p>
<p>A personalização será uma das tendências mais relevantes dos próximos anos. Os consumidores querem sentir que a experiência foi pensada para eles. Querem recomendações mais ajustadas, serviços mais flexíveis, comunicação mais relevante e marcas mais atentas ao seu contexto. Mas personalizar não é apenas colocar o nome do cliente num email. É desenhar experiências mais inteligentes, mais úteis e mais humanas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há um desafio enorme que atravessa muitos setores: o talento. Podemos ter marcas fortes, bons conceitos, tecnologia, investimento e ambição. Mas, sem pessoas qualificadas, motivadas e alinhadas, a experiência não acontece.</p>
<p>A falta de qualificação no mercado é hoje um dos maiores bloqueios ao crescimento sustentável de muitas empresas. E a resposta não pode ser apenas procurar talento fora. Temos de o criar dentro. Temos de valorizar profissões, desenvolver competências, formar melhor, acompanhar mais e construir percursos de evolução.</p>
<p>A formação deixou de ser um custo operacional. É uma ferramenta estratégica de competitividade. Temos de apostar em competências técnicas, claro, mas também em soft skills: comunicação, empatia, escuta ativa, capacidade de aconselhamento, liderança, gestão emocional e relação com o cliente. Em muitos setores, é precisamente aí que se faz a diferença entre uma experiência correta e uma experiência memorável.</p>
<p>Também acredito que as empresas têm de olhar para o upskilling e o reskilling como parte da sua responsabilidade de gestão. O mundo muda demasiado depressa para esperarmos que as competências de ontem resolvam os desafios de amanhã. Formar é preparar. Formar é reter. Formar é dar futuro. E dar futuro às equipas é uma das formas mais sólidas de proteger o futuro das marcas.</p>
<p>Reter talento, no entanto, não se faz apenas com formação. Faz-se com liderança, reconhecimento, cultura, exigência justa, oportunidades e orgulho de pertença. As pessoas querem sentir que fazem parte de algo com sentido. E quando as equipas acreditam na marca, tornam-se embaixadoras da experiência.</p>
<p>No fundo, a cadeia de valor começa no cliente, mas passa inevitavelmente pelas pessoas. Não há cliente satisfeito de forma consistente sem equipas preparadas, motivadas e respeitadas. E não há marca forte sem coerência entre o que se promete fora e o que se vive dentro.</p>
<p>O futuro das marcas será cada vez mais exigente. Mais digital, mas também mais humano. Mais orientado por dados, mas também mais emocional. Mais competitivo, mas também mais dependente da confiança. As marcas que vencerem não serão necessariamente as que falam mais alto, mas as que escutam melhor. Não serão apenas as que atraem mais clientes, mas as que sabem cuidar deles.</p>
<p>A obsessão pelo cliente é isto: transformar empatia em método, escuta em decisão, promessa em entrega e experiência em vantagem competitiva.</p>
<p>Porque, no fim, uma marca não é aquilo que diz sobre si própria. É aquilo que o cliente sente, recorda e escolhe repetir.</p>
<p><em>Vasco Malveiro, Managing Partner da Provalliance Portugal</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A opinião de&#8230; Pedro Assunção, do TEDxPorto</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-pedro-assuncao-do-tedxporto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simão Raposo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 10:11:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há campanhas que vendem produtos, há outras que vendem momentos de consumo associados ao Natal, à Páscoa ou ao verão e há campanhas que conseguem fazer algo ainda mais inusitado, como transformar o ponto de venda num instrumento de promoção territorial. Durante décadas, o trade marketing teve objetivos bem definidos: aumentar a visibilidade das marcas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Há campanhas que vendem produtos, há outras que vendem momentos de consumo associados ao Natal, à Páscoa ou ao verão e há campanhas que conseguem fazer algo ainda mais inusitado, como transformar o ponto de venda num instrumento de promoção territorial. Durante décadas, o trade marketing teve objetivos bem definidos: aumentar a visibilidade das marcas, estimular a compra por impulso e influenciar a decisão do consumidor no momento da compra. Mas será que essa lógica continua a ser suficiente? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, assistimos a uma transformação profunda na forma como as marcas comunicam no ponto de venda. Os consumidores procuram autenticidade e experiências. Naturalmente, essa mudança também começou a chegar ao ponto de venda e foi justamente isso que me chamou a atenção ao encontrar uma ilha promocional da Delta Cafés dedicada à Festa das Flores de Campo Maior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeira instância, parece ser uma ativação comercial semelhante a tantas outras. No entanto, rapidamente se percebe que o protagonista não é o café, uma vez que a comunicação centra-se em Campo Maior, na Festa das Flores e no convite &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">Celebre com as marcas que nos unem</span><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Apesar do produto continuar presente, acaba por assumir um papel secundário, pois o destaque vai para a promoção de uma festa popular daquele território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contexto torna esta campanha particularmente relevante. A Festa das Flores, também conhecida como Festa do Povo, regressa em 2026, onze anos depois da última edição, realizada em 2015. Estamos perante o regresso de uma das mais extraordinárias manifestações de cultura popular em Portugal, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A sua singularidade reside no facto de ser a própria comunidade de Campo Maior a conceber e produzir, durante meses, milhares de flores de papel que transformam a vila num impressionante cenário floral. É este património, um dos mais importantes ativos culturais de Campo Maior, que a Delta Cafés leva ao ponto de venda, transformando uma campanha de trade marketing numa plataforma de promoção territorial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este caso merece uma reflexão aprofundada, pois desafia uma ideia que durante muito tempo foi praticamente consensual: a de que a promoção dos territórios é uma responsabilidade exclusiva das autarquias e dos organismos de turismo. Todavia, a realidade demonstra que algumas marcas possuem hoje uma notoriedade e uma capacidade de projeção muito superior à das próprias instituições públicas. A Delta Cafés acaba por ser um exemplo bastante interessante, porque a ligação a Campo Maior não surge de uma oportunidade circunstancial. Assim sendo, ao comunicar a Festa das Flores em centenas de pontos de venda, a empresa coloca o seu capital reputacional para dar visibilidade ao território que a viu nascer. O resultado cria valor para ambas as partes, visto que Campo Maior beneficia de uma plataforma de comunicação dificilmente replicável através da promoção institucional, enquanto a Delta Cafés reforça os seus valores corporativos, nomeadamente o orgulho pelas suas raízes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em conclusão, a crescente necessidade de diferenciação leva as marcas a procurar novas formas de criar valor. O caso da Delta Cafés demonstra que o trade marketing pode desempenhar um papel muito mais relevante do que a venda de produtos e pode também contribuir para a construção de marcas territoriais.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pedro Assunção, organizador do TEDxPorto</span></i></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/noticias/a-opiniao-de-pedro-assuncao-do-tedxporto/">A opinião de&#8230; Pedro Assunção, do TEDxPorto</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é que o marketing de produto aprendeu com o marketing de experiência?</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/o-que-e-que-o-marketing-de-produto-aprendeu-com-o-marketing-de-experiencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:03:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[prémio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.briefing.pt/?p=228363</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante muito tempo, o marketing de produto e o marketing de experiência foram vistos como disciplinas distintas: um centrava-se nas características e na inovação do produto, o outro nas emoções e na relação com o consumidor. Hoje, acreditamos que essa fronteira está cada vez mais ténue. Na LG, aprendemos que um excelente produto já não [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.briefing.pt/noticias/o-que-e-que-o-marketing-de-produto-aprendeu-com-o-marketing-de-experiencia/">O que é que o marketing de produto aprendeu com o marketing de experiência?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.briefing.pt">Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante muito tempo, o marketing de produto e o marketing de experiência foram vistos como disciplinas distintas: um centrava-se nas características e na inovação do produto, o outro nas emoções e na relação com o consumidor. Hoje, acreditamos que essa fronteira está cada vez mais ténue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na LG, aprendemos que um excelente produto já não fala por si. As pessoas não procuram apenas tecnologia de ponta, procuram perceber de que forma essa tecnologia melhora a sua vida, reflete os seus valores e cria ligações relevantes. É precisamente aí que o marketing de experiência transforma o marketing de produto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filosofia Life&#8217;s Good traduz esta visão. Mais do que um claim, é um compromisso que orienta tudo o que fazemos, desde o desenvolvimento dos nossos produtos até à forma como nos relacionamos com consumidores, parceiros e comunidades. Cada lançamento, campanha e iniciativa deve proporcionar uma experiência coerente com essa promessa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando apresentamos uma nova gama de produtos, procuramos ir além da demonstração tecnológica. Criamos ambientes imersivos onde as pessoas podem experimentar um ecossistema conectado e perceber como a inovação se integra naturalmente no seu quotidiano. O produto continua a ser protagonista, mas ganha significado através da experiência. Da tradução de tecnologia em benefício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parceria com entidades como a ERP Portugal e a Novo Verde demonstra que a experiência de marca pode e deve passar pela educação ambiental e pela promoção de comportamentos mais sustentáveis, mostrando que a inovação tecnológica deve caminhar lado a lado com a responsabilidade social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um bom exemplo desta parceria é o Festival ODE – For a State of Good, onde tecnologia, música e sustentabilidade convivem num mesmo espaço e onde os visitantes não só conhecem os equipamentos LG, como vivem a filosofia da marca e associam-na a momentos de partilha, entretenimento e bem-estar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior ensinamento que o marketing de produto retirou do marketing de experiência é que o verdadeiro valor de um produto não reside apenas no que faz, mas no que faz sentir e no impacto positivo que gera na vida das pessoas. Quando uma marca consegue transformar inovação em experiências memoráveis e consistentes, o produto deixa de ser apenas um objeto de consumo para passar a representar uma forma de estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na LG, é precisamente essa a nossa ambição: que cada produto seja uma extensão da promessa Life&#8217;s Good, porque acreditamos que a melhor experiência de marca começa muito antes da compra e continua muito depois da utilização.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Hugo Jorge, Marketing Director da LG Portugal</span></em></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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