Renascença ambiciona saudade

Renascença ambiciona saudade

Nunca gostei da expressão “a Renascença é uma rádio companhia”. E a razão é simples: alguém se apaixona verdadeiramente por uma companhia?


Uma companhia pode ser transitória, circunstancial, ajustada a um tempo e a um modo. O que ambicionamos para a Renascença é muito mais do que isso: ambicionamos o “sentir a falta de”, o desejo da presença, a vontade de prolongar um momento porque nos sentimos bem com a escuta ou com a leitura; ambicionamos a saudade.

Este é o nosso desejo para a Renascença: ser, em liberdade, uma marca multiplataforma que assume a sua história, mas que responde às necessidades das pessoas em cada momento, sempre a reinventar-se. Uma marca presente, respondendo de forma consistente ao dia a dia das pessoas, quer do ponto de vista formal e técnico, quer do ponto de vista dos conteúdos. Uma marca próxima, permanentemente inquieta por fazer melhor e dotada de personalidade.

E como fazemos isto? O que pretendemos? A Renascença é um meio de comunicação social multiplataforma, fiel à sua essência e com uma missão própria: dar uma perspetiva positiva da vida e nunca faltar à verdade. Pretende ser um meio de comunicação de confiança. Hoje, mais do que nunca, a confiança é o fator decisivo para que a audiência esteja connosco.

Desenvolvemos o nosso trabalho numa lógica multiplataforma, procurando estar presentes numa oferta 360º, na qual nos pretendemos distinguir pela forma, interesse, originalidade, irreverência e credibilidade dos conteúdos, seja na animação, seja na informação.

Sempre na procura de novas soluções que respondam às expectativas da audiência, desenvolvemos estratégias originais para a difusão dos conteúdos, tanto no digital como na rádio. Por exemplo, inovámos na forma de apresentar os noticiários. Hoje, são muito mais conversados e diretos, num posicionamento totalmente diferenciado da concorrência – algo que iniciámos há dez anos. A forma não altera o conteúdo, mas torna-o mais próximo das pessoas.

Na programação, a estratégia é igualmente diferenciada. Procuramos cumplicidade, envolvência, irreverência e animadores apaixonados pela rádio. Pensemos no programa “As Três da Manhã” – com a Ana Galvão, a Joana Marques e a Inês Lopes Gonçalves –, no José Coimbra e na Asize Topal, no Paulo Fragoso, na Inês Nogueira e no Daniel Leitão, na Sónia Santos ou no Paulino Coelho – apenas para citar alguns exemplos. A paixão pela rádio está presente em cada um deles, em cada abertura de microfone, sempre através de uma comunicação contemporânea, cúmplice e próxima e de um espírito de inovação que tem reinventado a rádio – a Renascença.

E quando olhamos para os 89 anos da Renascença, percebemos que a paixão pela rádio, a paixão pela comunicação, é o que nos distingue e a chave do nosso percurso.

Um posicionamento que remete para a essência da marca, seja para a sua fundação, há 89 anos, seja para os diferentes posicionamentos que assumiu ao longo das décadas. Nesse sentido, o slogan escolhido para o recente rebranding da marca – “Renascença Sempre Nunca igual” – é a síntese perfeita da sua história e do seu futuro: ser, em cada momento, uma marca que se reinventa na procura de responder sempre às necessidades da audiência nas diferentes plataformas.

Pedro Leal, diretor-geral de Produção

Segunda-feira, 07 Setembro 2026 09:18


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