Numa região onde tantas vezes o vinho é subvalorizado, a AdegaMãe — que celebra 15 anos em 2025 — surgiu como uma oportunidade de fazer exatamente o contrário: valorizar o que temos de melhor, com coragem, visão e vontade de marcar a diferença. Desde o primeiro dia, quisemos dar um passo à frente, desafiar convenções e colocar os vinhos atlânticos na rota do mundo.
Este projeto nasceu de uma vontade muito simples: dar vida a um lugar, homenagear as nossas raízes e criar vinhos que falassem da paisagem que nos rodeia. E, ao mesmo tempo, mostrar que a região de Lisboa tinha tudo para se afirmar como um território de identidade própria e expressão vínica singular.
Não foi um percurso imediato nem óbvio. A região de Lisboa tem uma riqueza incrível, mas durante muito tempo ficou à sombra de outras mais reconhecidas. Desde o início, acreditámos que havia espaço para uma nova narrativa. Uma narrativa atlântica, feita de frescura, brisa salgada, vinhos com corpo, acidez e caráter. O nosso terroir é profundamente marcado pela proximidade marítima, com colinas expostas ao vento e solos diversos que favorecem a produção de vinhos vibrantes e elegantes. A influência do Atlântico é sentida em cada colheita — na frescura, na mineralidade, na tensão natural que define o nosso estilo. Trabalhar este terroir com identidade própria tornou-se o nosso propósito.
Hoje, vemos esse esforço a ganhar forma. Estamos presentes em 36 mercados, com a Colômbia a afirmar-se como um dos nossos principais destinos. Temos marcas com expressão, como o Pinta Negra, e outras que nos dão um orgulho especial — como a Dory, recentemente distinguida como Marca do Ano. “Nunca o Atlântico soube a tanto” é mais do que o mote da campanha: é a síntese do que queremos partilhar com o mundo — um vinho que traduz, na boca, tudo aquilo que nos define.
Com seis novas colheitas acabadas de sair, reafirmamos o que queremos continuar a fazer: experimentar, respeitar a origem e escutar o que o consumidor procura. Porque o vinho não se faz só de técnica, faz-se também de intuição e de ligação com quem o prova.
Mais do que uma marca, a AdegaMãe é um símbolo. Um símbolo de uma geração que acredita que o vinho pode ser cultura, identidade e também um passaporte para o mundo. Um projeto que começou com os pés na terra e o olhar no horizonte.
Queremos que cada garrafa que leva o nosso nome seja também um embaixador do que o Atlântico tem de melhor para oferecer.
Bernardo Alves, diretor-geral da AdegaMãe

