Briefing | A FIRE acaba de apostar numa nova área dedicada a campanhas de fidelização. O que explica esta aposta?
Martim Azevedo | A FIRE é uma empresa com quase 20 anos de experiência no mercado português. Fomos crescendo em recursos, conhecimento e experiência através de imensas operações na área de ativação de marca e marketing no ponto de venda. Esta experiência criou-nos novos pontos de vista para as novas necessidades dos consumidores, das marcas e da nossa oferta. Decidimos então alargar os nossos serviços para criação e gestão de programas de fidelização porque estamos convictos do nosso valor acrescentado para os retalhistas e para as experiências criadas para os consumidores. Para materializar algumas mecânicas trabalhamos com a UNGA, multinacional que implementou inúmeras campanhas pelo globo. Hoje estamos muito robustos, com uma oferta integrada única neste sector de mercado, com atitude e ferramentas que possibilitam aos nossos clientes melhorias significativas ao nível da inovação, da performance comercial e da relação afetiva entre a sua insígnia e os seus consumidores.
Briefing | Trata-se de uma estratégia para conquistar novos clientes?
MA | A priori mais serviços devem ter como resultado mais atividade. O nosso primeiro objetivo é servir melhor os nossos clientes, neste caso alargando a nossa oferta e know-how. O segundo objetivo é ganhar quota de mercado conquistando novas oportunidades de ganhar novos negócios. O terceiro objetivo é ter uma organização mais preparada para o futuro e mais relevante. Deste ponto de vista os Loyalty Programs são um argumento importante neste momento económico e social.
Briefing | Como a Fire se vai diferenciar de agências cujo foco é precisamente este tipo de campanhas?
MA | Somos diferentes porque não há nenhuma empresa no mercado com a nossa oferta integrada. A nossa lógica de construção e materialização de propostas é sempre proprietária, sempre feita à medida das condições de mercado, do grupo alvo e dos objetivos da marca, oferecendo soluções 360º. Isso significa coerência de conteúdos, logística e resultados desde a conceção (…produção, comunicação, acompanhamento, formação no ponto de venda..) até à avaliação de resultados. Este processo traz inúmeras vantagens de eficiência, de custo e de conforto para os clientes. Para além disso em conjunto com o nosso parceiro investimos num profundo conhecimento do público infantojuvenil acumulando anos de experiência conjunta no Marketing Infantil no meio escolar e gamificação.
Briefing | Porque devem as marcas optar por esta comunicação? É uma forma mais eficaz de fidelizar o cliente?
MA | Hoje os consumidores estão informados, são inteligentes, exigentes e muitas vezes imprevisíveis e isso obriga-nos a construir com a Marca processos sofisticados de comunicação onde não basta mexer em uma ou duas variáveis do Marketing Mix. As razões de utilização de programas de fidelização podem ser várias e a intensidade de cada razão pode variar de insígnia para insígnia, mas o focus é aumentar vendas, construindo simultaneamente relações emocionais (de lealdade) entre a marca e o consumidor. Para se aumentar vendas temos que construir cenários onde se conjugam os atuais com novos clientes, estimulando o ritmo das visitas e o valor das compras habituais, procurando que no fim de cada ação os acréscimos conseguidos sejam permanentes.
Briefing | As campanhas de fidelização implicam um grande conhecimento do consumidor. Quais as ferramentas utilizadas para esse efeito?
MA | Aqui estamos no domínio das estatísticas. Temos, fazemos e acedemos a estudos e análises, temos o nosso próprio processo interno de controlo e feedback das ações que gerimos e isso cria um Big Data específico e único que nos ajuda continuamente a fazer as escolhas mais adequadas.
Briefing | O futuro da comunicação passa por aí?
MA | Não há comunicação sem consumidor e hoje aqui e agora o futuro de uns consumidores é o passado de outros, pelo que tendencialmente diremos que quantas mais ferramentas, bem geridas e bem utilizadas existirem melhor para todos.
Briefing | Há 19 anos no mercado. Quais as principais diferenças na indústria que destaca?
MA | A principal diferença é a economia que para além de ser muito mais exigente redefiniu o conceito de concorrência, a segunda é a tecnologia e a desmaterialização digital. Isto tudo resulta numa indústria com muitas mais respostas, mais rápida, mais imprevisível e insaciável de inovações. Está tudo muito mais excitante.
Briefing | Quais as marcas que já experimentaram o conceito da FIRE?
MA | Neste momento estamos em fase de produção de algumas campanhas e por esse motivo não as podemos ainda revelar.
Briefing | Um exemplo de uma campanha de sucesso é…
MA | Como disse não podemos revelar nenhuma campanha para já, mas para mim o conceito da Lidl Shop representa na perfeição o verdadeiro impacto positivo de uma campanha de fidelização bem construída, que atingiu jovens e graúdos, do offline ao digital, que leva pessoas à loja e a querer repetir a experiência.
Briefing | Como foi 2016 para a agência?
MA | Foi globalmente muito positivo, continuamos a ser parceiros de muitos projetos de ativação, lançámos alguns eventos próprios, como são os casos da Trail do Lince e do Concerto à Luz das Velas da Hora do Planeta, para além disso marca o lançamento do primeiro projeto desta nova área em Portugal. Foi um ano de desafios e de aprendizagem e estamos globalmente muito satisfeitos.
Briefing | Quais os objetivos para 2017?
MA | Os mesmos dos Programas de fidelização “aumentar vendas, construindo simultaneamente relações emocionais e de lealdade entre a nossa marca e os nosso clientes”.

Servir melhor os clientes, alargando a oferta e know-how, e ganhar quota de mercado. São estes os objetivos da FIRE, agência de comunicação com foco em ativação de marca, que acaba de se lançar na criação e gestão de programas de fidelização. Uma aposta que o CEO Martim Azevedo considera “importante neste momento económico-social”, em que os consumidores estão cada vez mais informados, inteligentes e exigentes.