À Briefing, Miguel Viana enfatiza que Portugal deixou a sua marca neste europeu: “Primeiro uma empresa portuguesa fez há 3 anos a marca do Europeu, ganhando um concurso internacional a competir com os melhores , e agora uma seleção que dá uma dimensão ainda maior a tudo e que deixa para sempre a sua marca no coração de todos os portugueses”.
“Uma marca que assim se cumpre na totalidade e que ficará para sempre no coração de todos nós. Épica”, elogia.
E Portugal conseguiu-o porque, em primeiro lugar, soube ouvir: “Ser Português é ter espirito de ouvir. Ouvir mesmo. Por vezes confunde-se o ouvir com a submissão perante o outro. Não há nada mais errado. Saber ouvir é um grande dom que temos enquanto povo”.
Mas – ressalva – ” saber ouvir não pode significar perder identidade. Tem de significar ser mais inteligente. Respeitar a diferença, aprender com os outros, entender os outros. E depois ousar. Ousar criar. Ousar novas fronteiras”.
E nessa ousadia é, até, preciso “ousar falhar para avançar”: “Acho que foi isso que senti, uma seleção e um selecionador que ousou definir um objetivo e que fez tudo para o atingir. Ousando falhar para poder vencer”.
“Acho que esse espirito, a capacidade de ousar perder, sempre foi cultura de uma casa em que tive a honra de trabalhar, a Brandia Central, onde, com uma equipa extraordinária, conseguimos ousar perder para poder vencer. Também lutámos contra favoritos, também tivemos contrariedades, também tivemos prolongamentos, também jogámos sempre como equipa e no final ganhámos”, remata.


