Como manter a irreverência e humor do Licor Beirão? O Daniel sabe

O Licor Beirão procura ideias “à Carranca Redondo”. Dos 18 aos 100Mais que uma homenagem ao centenário do criador do Licor Beirão, o Prémio Carranca Redondo procura distinguir as melhores ideias criativas. E por isso pretende ser o mais abrangente possível, destinando-se a pessoas dos 18 aos 100 anos de idade, de todas as áreas e setores de atividade. Daniel Redondo, responsável de Marketing e Vendas, reflete sobre a criação do galardão de criatividade e como a marca tem procurado reinventar-se, no âmbito publicitário e de produto, mantendo os valores-chave: irreverência e humor. 

Briefing | Porque sentiu o Licor Beirão a necessidade de criar o Prémio Carranca Redondo?

Daniel Redondo | Nós não sentimos a necessidade. Aproveitámos foi a ocasião de celebrar o centenário do fundador da marca para promover e para relembrar as histórias e o génio que José Carranca Redondo teve na criação da marca. Nós somos uma marca muito reconhecida, com um estatuto muito grande. Não é por acaso. São décadas de trabalho. E neste centenário nós podemos ir buscar alguns exemplos e promover essas histórias. Felizmente ainda muita gente conviveu com ele e se relembra desse contacto pessoal e do quão marcante era falar com ele, e conseguiram transmitir isso para as gerações mais jovens.

Briefing | Quais os objetivos? E a quem se destina?

DR | Em termos de destinatários queremos que o prémio seja o mais abrangente possível. Começa a partir dos 18, por sermos uma bebida espirituosa. É uma questão regulamentar e não fazia sentido estar a promovê-lo a um público que não pode consumir o produto. E é até aos 100 anos e de todas as classes sociais, de todas as áreas profissionais e setores, porque o que pretendemos mesmo são ideias criativas. O meu avô tinha a quarta classe, não precisou de tirar nenhum curso para ter aquelas ideias e para olhar para o mundo de uma forma diferente, e é isso que queremos incutir nos participantes deste concurso. Os objetivos são conseguir transmitir essa forma de pensar e um bocado da história da marca e, aqui, se conseguirmos uma ideia à Carranca Redondo já seria uma grande conquista para a marca. Algo que conseguíssemos implementar e que viesse acrescentar mais valor, mais história e mais à perspetiva criativa que a marca tem. Isso para nós seria já a sorte grande.

Briefing | Como é que uma marca quase centenária como o Licor Beirão consegue continuar a reinventar-se e diferenciar-se no mercado?

DR | É um trabalho diário. Temos constantemente de perceber quem são os nossos consumidores, qual a forma de ver o mundo do nosso público e irmo-nos adaptando. É uma reinvenção. Sendo um único produto, é algo muito difícil, mas temos uma empresa, uma família e uma equipa muito focada em procurar estas novas formas de promover o criador. Ele certamente teria ideias que iriam ter impacto e é sem dúvida isso que nós estamos sempre à procura. E felizmente, de vez em quando, acertamos.

Briefing | Nos últimos anos têm lançado novas gamas de produto como o Morangão, o Caipirão e até gelados em parceria com a Santini. Há outras inovações em vista?

DR | Sim. Esses processos são algo que nós estamos sempre à procura, de inovações. Tendo em conta o peso da marca, nós ponderamos muito bem antes de lançá-las para o mercado. E temos vários processos em curso. Não podemos revelar. Ainda precisa de passar pelo crivo interno de aprovação e a degustação.

Briefing | E a nível publicitário? Como tem evoluído a criatividade da marca?

DR | Vai muito em função do público. Vamos evoluindo, vamos mudando a comunicação, mas há coisas que são de origem e vêm do cunho do meu avô. Esta irreverência, o ir contra o sistema, contra as normas. Isso é algo que está na marca desde a origem. E o humor também. O humor faz parte dessa forma de ir contra o sistema com um sorriso nos lábios. Isso é transversal e é algo que tentamos sempre manter. Vamos alterando a forma como é materializado, mas é algo que está desde a origem.

Briefing | Quais as metas do Licor Beirão para este ano?

DR | Nós estamos muito focados no crescimento internacional. Temos tido uma série de abordagens nos últimos anos e estamos a afinar pormenores, porque não é fácil exportar o licor de Portugal, uma marca tão portuguesa, com um cunho tão nacional como o nosso. Não é fácil de internacionalizar, mas temos uma série de abordagens em teste, em vários mercados a nível internacional e penso que este ano já poderemos ter algumas surpresas engraçadas a nível internacional. Em Portugal é tentar ir mantendo um crescimento, acima de tudo, de quota de mercado.

rs@briefing.pt 

Sexta-feira, 27 Maio 2016 11:39


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