Ao Briefing, Pedro Graça adiantou que foi Ricardo Monteiro que desenhou a empresa para chegar à liderança. Mas, não obstante ter sido crucial para o sucesso, “teve sempre o bom sendo de não deixar que a agência fosse one man show”, constituindo uma equipa forte e estável. Uma equipa que conhece bem a companhia e que mantém relações de há muitos anos com os clientes e que, por isso, está preparada para a era pós-Ricardo Monteiro.
A propósito de clientes, Pedro Graça reconhece que o facto de o Ricardo assumir cargos globais na rede Havas, pertencendo inclusive ao board internacional, era valorizado pelos clientes e dava-lhes segurança. Afinal, sublinha, não é muito comum em Portugal, e na publicidade em particular também não, que um português chegue a lugares internacionais com este destaque.
A saída de Ricardo Monteiro foi agora conhecida mas já vinha a ser preparada há algum tempo. Acontece por razões pessoais que o board considerou atendíveis e a transição – afirma o CEO nacional – está a ser ponderada com muita calma.
Não terá impacto direto na liderança das agências do grupo, continuando Pedro Graça a assumir a publicidade, Eugénio Chorão o design e João Paulo Ferreira o digital. Contudo, haverá uma alteração no report internacional, dado que até agora Portugal estava integrado na região Ibero América, de que Ricardo Monteiro era responsável. Com a saída, os mercados da Península Ibérica são integrados na região Europa.

