Os dados têm o mérito de permitir ajudar à construção das marcas: “O que entregamos aos nossos clientes é um melhor conhecimento dos seus próprios clientes. Porque temos dados que vêm de todo o lado, podemos cruzar os dados do cliente com os dados que compramos no mercado, sobre retail e media, por exemplo”, justifica, convicto de que “esse conhecimento mais profundo e único é o que os clientes procuram”.
A inovação é indissociável dos dados, da forma como a agência incorpora esses dados para compreender melhor os clientes e os consumidores, o modo como pensam, como agem, como reagem a uma peça de comunicação. “Os dados, especialmente depois da explosão do digital, permitem-nos um grau de conhecimento dos consumidores que era inimaginável há alguns anos”, sustenta de Nardis.
Mas se a indústria mudou devido aos dados e à inovação, mudou também e muito em consequência da globalização. Esta é, aliás, a grande tendência que o ceo da OMD identifica. Desde logo porque “os clientes operam numa base multimercado”: Globalização para estas marcas significa perceber, a partir do que os países têm em comum, qual é a essência da marca e abordá-la com consistência em todo o mundo”.
A OMD é, ela própria, uma marca global. Com cerca de dez mil colaboradores e um desejo: “Agir como um só”. “Sermos um, sermos consistentes através dos mercados. Termos uma só história, uma abordagem única, falarmos com os clientes do mesmo modo”, afirma o ceo, acrescentando que o que diferencia a OMD das outras agências é que tem muitos clientes globais. “Eles esperam isso de nós. Esperam entrar num escritório em qualquer parte do mundo e encontrar a OMD que conhecem”.
Em Portugal também. A operação sofreu em consequência da retração do mercado, mas de Nardis elogia a capacidade da gestão local de reter talentos, de continuar a entregar grandes ideias, de servir o cliente da melhor forma. “Saímos da recessão mais fortes, talvez mais pequenos, mas certamente mais fortes”.

