O bolo anunciava uma página no Facebok. Com ela, diz ao Briefing o fundador do projeto, a Dona Dolores queria – e quer – “contrariar as pequenas rivalidades que existem no mercado e trocar informações com toda a gente: colegas de profissão, estudantes, clientes, marketeers, curiosos em geral”.
É também uma introdução à forma como a Dona Dolores quer estar na social media: “Ao invés de estarmos sempre a apenas repercutir notícias da agência, preferimos criar conteúdos específicos e mais interessantes”.
Paulo, criativo brasileiro há 14 anos em Portugal, explica o mistério: “O objetivo foi dar à Dona Dolores uma personalidade própria. Queríamos que ela existisse como personagem, que tivesse uma relação com o público em geral, antes de ser apresentada como uma agência”.
A agência aí está. Nascida para ser independente, criativa e, ao mesmo tempo, “combater a imagem conservadora que o mercado publicitário do norte ainda preserva”. É uma agência que utiliza todos os mais modernos recursos disponíveis mas que, por outro lado, recupera antigos valores que – dizem os seus fundadores – andavam esquecidos no mundo dos negócios: a proximidade e a atenção aos clientes, as reuniões feitas olho no olho, os negócios fechados com aperto de mão.
Nasce, além disso, durante a crise, o que, diz Paulo Stenzel ao Briefing, é uma vantagem: “Isto quer dizer que, ao contrário de outras empresas que são obrigadas a adaptarem-se, a Dona Dolores já nasce adaptada”.
A primeira estratégia foi, ao invés de contratar vários estagiários e profissionais júnior, apostar num núcleo reduzido de profissionais experientes e multidisciplinares, capazes de dar respostas rápidas, criativas e com qualidade. O plano de crescimento também é controlado: “Até ao fim do ano, devemos contratar mais cinco profissionais, mas não mais do que isto. Por último, a parceria criada com a NBrand trouxe-nos também uma certa tranquilidade. Temos a situação privilegiada de prospetar apenas clientes com os quais realmente nos identificamos”.
Além de Paulo, na direção criativa, a Dona Dolores conta com Fernando Lucas, na direção de arte, e com Sónia Fonseca, na direção de contas.

ad@briefing.pt/fs@briefing.pt

