Ramírez, que foi afastado do cargo na semana passada pela empresa detentora do jornal, a Unidad Editorial, detida por um grupo italiano, insinua que a sua saída está relacionada com pressões do governo.
“O meu confronto com o governo de Rajoy começou no ano passado, quando um aliado do primeiro-ministro – o antigo tesoureiro do partido Luís Barcenas, que está detido por suspeitas de corrupção e evasão fiscal – , forneceu documentos que mostram financiamentos ilegais ao partido durante duas décadas. Publicámos o caso e entregámos a documentação ao juiz que investiga o caso”, escreve Ramírez.
No artigo o jornalista recorda um outro conflito que teve com o governo do socialista Felipe González, quando o Diário 16, que Ramírez dirigia em 1988, publicou uma reportagem que relacionou o governo espanhol com a atuação dos GAL, esquadrões da morte que tinham como missão eliminar elementos da ETA no sul de França.
“González abordou-me no parlamento e disse-me para parar de publicar aquelas “coisas terríveis”. Eu recusei e meses depois fui despedido. O dono do jornal sucumbiu à pressão política, recorda Ramírez.

