A notícia é avançada pelo Financial Times, que refere que este tipo de promoção tem gerado controvérsia, uma vez que poderá tornar pouco clara a linha que separa os conteúdos editoriais dos publicitários. Estes “native ads” surgirão na homepage e em outras áreas do site.
A redação não irá estar envolvida na criação destes conteúdos e a editora garante que irá tomar medidas para alertar os leitores de que estes conteúdos são marketing e não jornalismo.
Isso inclui rotulá-los como “posts pagos” e destaca-los com uma barra de cor e um tipo de letra diferente.
Como referiu o Meredith Kopit Levien, vice-presidente executivo de Publicidade do jornal, ao Financial Times, a ideia é deixar os marketers contarem as suas histórias.
O novo website será lançado esta quarta-feira, mas o jornal ainda não divulgou todos os detalhes sobre a primeira campanha de publicidade “native”.
Com esta ação, os editores estão a tentar atrair investimento para a área digital, um meio que tem registado quedas ao nível da publicidade.
Com este tipo de anúncios, os editores e marketers estão a caminhar numa direção em que a fronteira entre publicidade e jornalismo se torna cada vez mais ténue. Os “native ads” têm atraído o escrutínio dos reguladores e até mesmo de alguns marketers, que se mostram preocupados que o público confunda artigos e vídeos de publicidade com jornalismo.
Esta é a forma dos editores de jornais tradicionais tentarem atrair novas verbas de publicidade, as quais caíram para mais de metade e que são cruciais para o funcionamento destes meios.

