10 anos de “a vida é bela”

10 anos de

Primeiro em Portugal, depois Espanha e por fim Brasil. Passados dez anos, “a vida é bela” continua a querer “criar mercado” além-fronteiras na sua vertente de presentes via web, sempre num espírito de aprendizagem. O Briefing falou com Margarida Reis, diretora de marketing, para saber mais sobre o passado e o futuro da marca que se caracteriza como “otimista”.

Haverá algum tipo de ação ou campanha para assinalar o aniversário?

Sim, vamos ter muitas ações de celebração até ao fim deste ano. Campanhas promocionais, novos lançamentos, e ativações de marca. Vamos começar já na segunda quinzena de Junho com uma campanha exclusiva web em que vamos disponibilizar as nossas experiências best-sellers a preços verdadeiramente excecionais. Uma campanha a não perder! Seguem-se campanhas noutros canais com presentes a preços extraordinários e estão também previstas edições comemorativas, o lançamento de um novo voo de balão que inaugura um percurso muito interessante para os lisboetas, passatempos no Facebook com prémios ainda melhores do que os habituais e novos produtos da gama 2013 que vão surpreender. Enfim, vale a pena os nossos clientes ficarem atentos porque decidimos mesmo celebrar e oferecer mais aos nossos fãs.

Qual o balanço destes dez anos?

São dez anos de aprendizagem, com muitas conquistas, alguns falhanços, mas seguramente dez anos muito positivos dos quais nos orgulhamos. Lançámos uma marca, um novo mercado, somos líderes Ibéricos, ajudámos os nossos parceiros a crescer. E sobretudo há um “antes da a vida é bela®” e um “depois da a vida é bela®” no modo como os portugueses compram e oferecerem presentes. E uma marca que muda assim os padrões de consumo tem motivos para se orgulhar!

Ainda há “arestas a arredondar” passados estes anos?

Há sempre, sempre. Aprendemos com os clientes, com a concorrência, com a distribuição, com os parceiros. Aprendemos que os mercados são diferentes e que não podemos estar em Espanha exatamente da mesma maneira como estamos em Portugal, não podemos comunicar em Madrid da mesma maneira que comunicamos em Barcelona. É este processo permanente de aprendizagem que faz com que os produtos e as campanhas que lançamos hoje são seguramente melhores do que eram há dois ou três anos atrás.

Qual foi o primeiro produto a ser lançado?

Os voos de Mig, a Gravidade Zero e as experiências de Formula 1 em França foram das primeiras experiências a ser lançadas e a ser vendidas a marcas como a Renault, o Banco Best e a SuperBock. Estas foram as primeiras marcas que apostaram nas experiências em simultâneo com a BP. Nessa altura, vendíamos experiências “à la carte” e não o conceito atual de “presente com um preço x, um tema e n experiências à escolha”. Este atual modelo de negócio foi a consequência natural da entrada na distribuição moderna.

Quais as apostas/tendências atuais no que toca aos produtos?

Cada vez mais o consumidor valoriza o que é essencial, dá mais importância a uma excelente relação qualidade-preço e não passa sem um serviço de apoio que funcione. Há também uma tendência para o crescimento do mercado dos descontos, ao qual temos estado atentos. Por isso, lançamos a marca A2 e recentemente o www.ClubeA2.com.

Quais os produtos mais procurados pelos portugueses?

O alojamento é a gama com mais importância. Representa mais de 50 por cento do mercado. Segue-se o SPA e só depois a aventura. E este padrão de consumo tem sido reforçado na conjuntura atual. Os presentes de alojamento representam pequenas fugas, que são cada vez mais valorizadas porque, efetivamente, os portugueses investem menos em férias.

Esperam-se mais dez anos de “a vida é bela”?

Claro! Há produtos e marcas que vêm para ficar, porque representam uma proposta de valor muito interessante para o consumidor. Não são meras modas e proporcionam um consumo recorrente. Oferecer uma estadia, mais tarde um SPA, pelo Natal novamente uma estadia, é algo bem-vindo. Uma experiência é sempre diferente da outra!

Está em vista mais algum país para a internacionalização?

A curto prazo um dos objetivos a nível da internacionalização é a consolidação da presença em Espanha, onde já somos líderes. Esta consolidação é extremamente importante, pois Espanha tem uma dimensão de mercado muito interessante. É um mercado a crescer e que já representa cerca de 60 por cento da faturação Ibérica. No Brasil, a estratégia é ainda “criar mercado”, investindo no eixo geográfico Rio de Janeiro – S. Paulo. O Brasil é imenso, é outra escala à qual não estávamos habituados.

Tendo em conta a situação económica à escala global, “a vida é bela” torna-se uma escapatória deste negativismo?

A marca em Portugal também se recente da conjuntura, obviamente. Por isso encaramos o crescimento em Portugal de um modo mais moderado, ao contrário do que se passa em Espanha, onde o crescimento “natural” deste mercado compensa os efeitos da conjuntura sobre os mercados em geral. Mas, efetivamente, a nossa marca transmite em si um otimismo que contrasta com o mood do mercado em geral. Esse é efetivamente um grande ativo da “a vida é bela®”. E o que oferece aos seus clientes reforça o que a marca transmite. Quando se goza uma estadia num local fantástico ou um SPA relaxante, a vida é mesmo bela. Sem dúvida!

Quais os planos para o futuro?

Otimizar a gama de presentes “a vida é bela®”. Apostar numa nova abordagem ao mercado dos descontos (que sem dúvida ganham valor na atual conjuntura), o que estamos a fazer através da marca A2 (descontos de 50 por cento em hotéis, restaurantes e SPA’s em forma de presente) e mais recentemente através do www.ClubeA2.com (os mesmos descontos de 50 por cento em formato digital). Uma outra tendência na qual estamos a apostar é a de incorporar nos presentes “a vida é bela®” vantagens em compras adicionais nos parceiros que compõem os presentes. Finalmente, apostar no mobile como plataforma de distribuição será, sem dúvida, uma prioridade a curto prazo.

Fonte: Briefing

Quarta-feira, 06 Junho 2012 11:08


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