P3 para aproximar jovens das notícias

p3
O jornal Público lançou hoje o seu mais recente projecto: o P3. Trata-se de um site dedicado, sobretudo, aos jovens, de informação generalista produzida por uma equipa que concilia a experiência dos jornalistas do diário e o jornalismo “mais solto” de estudantes do ensino superior.

Amílcar Correia, director do P3, explicou ao Briefing que um projecto deste tipo já tinha sido pensado em 2007 mas numa versão em papel: “Seria um Público mais compacto, com resumo das notícias, mais barato e com menos páginas”. Desde então, o responsável, que na altura incorporava a secção editorial do Público, ficou a pensar neste conceito.

Com a evolução da tecnologia nestes últimos anos, os jovens de hoje em dia “estão cada vez mais afastados do papel” e, na maioria das vezes, não pagam para ler um jornal. Contudo, e como ressalva Amílcar Correia, a faixa etária a que o P3 se destina – entre os 18 e os 35 anos – é também aquela que possui “mais habilitações e que menos produtos editoriais tem voltado para eles”.

Foi para colmatar esta necessidade que o Público traçou um consórcio com a Universidade do Porto, através da Faculdade de Letras e da Faculdade de Engenharia, e com o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC), decidindo apostar num “site não definitivo” que o director designa como um “projecto de investigação”. O P3 é uma iniciativa do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), co-financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional Factores de Competitividade.

No P3, a interacção com o leitor é valorizada. “Qualquer leitor pode partilhar as suas histórias”, refere Amílcar Costa. Para tal, basta enviar, por e-mail, aquilo que pretende ver publicado, depois de ter procedido ao “rápido registo”, passando a ter um perfil a partir do qual pode começar a interagir com o P3.

Depois de realizados estudos internos perto dos estudantes, e de se realizar uma prototipagem em papel, chegou-se à conclusão que “o público jovem prefere fazer menos scroll nas páginas que consultam” e, por isso, o site foi “desenvolvido num formato mais horizontal”, que, de certa forma, também se adapta melhor às novas tecnologias como o iPad, explica ao Briefing o director do projecto. Apesar de referir na conversa os novos tablets, Amílcar Correia salienta que o P3 ainda não tem uma versão para os mesmo e que, por ora, não está preocupados com tal, uma vez que “esta é ainda uma versão beta do site que ainda vai ter melhoramentos”, adiantou.

O nome, P3, surgiu da “sequência lógica do Público” que, em 2007, reformulou o seu complemento chamando-lhe P2, sendo “uma continuação do caderno principal que podemos chamar como P1”. Assim, o P3 “tem o ADN do Público mas é feito de modo diferente”, para um sector mais jovens, adiantou Amílcar Correia.

CCB

Fonte: Briefing

Quinta-feira, 22 Setembro 2011 11:53


PUB