O primeiro painel, com o tema “Tendências internacionais do modelo de negócio da televisão na era da internet”, tem como keynote speaker Iván de Cristóbal, senior manager da Accenture na área de Broadcasting & Publishing.
Para o profissional “esgotaram-se os recursos do publishing com o surgimento de novos modelos: a internet e o instantâneo”, no entanto, “da mesma forma que a televisão não matou a rádio ou o cinema, a internet não vai pôr fim à televisão!”, considera.
“As pessoas querem conteúdos, exigem conteúdos e, por isso, é que os utilizadores vão procurar mais conteúdos na web depois de os verem na TV”, avança o orador concluindo que o que os consumidores querem é o controlo desses mesmos conteúdos: “ver o que quer e onde quiser”.
A reter fica também a ideia de que a chave para o sucesso, para além da qualidade dos conteúdos, passa também, pela qualidade da imagem e a velocidade, sendo que é a isso que os grupos de media têm se habituar.
Para terminar, o senior manager da Accenture diz que para o futuro deste negócio, “será necessário focar-se nos conteúdos premium para dominar as aplicações; tentar ser um major player para sobreviver pensar em todas as plataformas como complementares, centradas na televisão; e desenvolver capacidades analíticas para criar novas tendências de consumo e evoluir para um modelo de negócio direct to consumer”.
Terminada esta exposição seguem-se os painéis de debate “O futuro do ecrã: maior, com melhor imagem ou interactivo” e “Aberta, paga, premium e a pedido – que modelo de televisão vai vingar e quem o deve controlar?”.
FSB

