António Luís Marinho lança livro sobre Salazar

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No mesmo ano, em 1961, começa uma guerra em Angola; a Índia ocupa as possessões portuguesas de Goa, Damão e Diu e abre a primeira brecha no Império Colonial Português; desenrola-se uma tentativa de golpe de Estado; o navio de passageiros Santa Maria é assaltado e ocupado durante duas semanas; um avião da TAP é desviado; no último dia do ano, uma tentativa de assalto a um quartel por elementos da oposição ao regime resulta na morte de um membro do governo.

Esta sucessão de episódios levou o jornalista António Luís Marinho a investigar o ocorrido e a publicar o livro “1961, o ano horrível de Salazar”.

Administrador da RTP, António Luís Marinho iniciou-se no jornalismo profissional, em 1981, na Rádio Renascença, tendo posteriormente trabalhado em agências de informação (NP e LUSA), na imprensa escrita (Expresso, Visão e Diário Económico), na rádio (Renascença, TSF, CMR e Antena 1) e na televisão (TVI, SIC e RTP).

Foi coautor de uma obra em sete volumes intitulada O Século do Povo Português e autor de Operação Mar Verde – Um Documento para a História, editado pelo Círculo de Leitores e pela Temas e Debates. Foi coautor, com Joana Pontes, da série de treze documentários televisivos intitulada Século XX Português, emitida na SIC. Concluiu o curso de especialização em História Contemporânea na Universidade Nova de Lisboa. Está a concluir o mestrado em Jornalismo, Política e História Contemporânea na Universidade Lusófona.

Relativamente ao período da nossa história recente que mereceu a sua particular atenção, o jornalista escreve: “Num país triste, os Portugueses, graças ao futebol, vivem a alegria da primeira conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus pelo Benfica. Entretanto, ritmos frenéticos como o rock e o twist começam a agitar a juventude. A generalidade dos portugueses tomava contacto com os acontecimentos através do filtro da censura, que condicionava jornais, rádios e televisão, meios de comunicação já por si, na esmagadora maioria, alinhados com o poder vigente. Vigorava o Estado de proibição. Os portugueses sabiam apenas aquilo que o regime queria que e quando se soubesse. Feito o balanço, 1961 foi, sem dúvida, o ano de pior memória para Salazar. Eis a crónica desses dias e desse tempo, a partir da imprensa da época, recordados e contados meio século depois”.

Fonte: Briefing

Quarta-feira, 08 Junho 2011 13:20


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