Desta forma, as comissões arrecadadas pela agência, que ganhou a conta do Pingo Doce durante um ano, estão dependentes do sucesso da campanha e da concretização de objectivos. “Temos os nossos custos fixos assegurados”, explica Duda Mendonça, “mas só teremos lucros se atingirmos os objectivos delineados pelo cliente”. Para tal, foi criada um escala de objectivos, onde assenta esta política de bonificação directa. “A gente entra no risco do cliente e vira parceiro”, conclui, estando consciente de que este é um modelo inovador para o mercado português.
A primeira campanha da Duda Propaganda para o Pingo Doce já está nas ruas desde ontem, iniciando uma nova fase de comunicação, que começará com um filme institucional de 90 segundos e se estenderá por um período de dois meses com vários spots. Sob o tema “Aqui o preço é sempre baixo. O ano todo, na loja inteira”, a campanha teve a direcção e criação a cargo de Duda Mendonça e Ricardo Braga. “Tendo em conta os estudos de mercado elaborados, esta campanha irá atingir 70% dos consumidores que fazem compras no retalho”, garante.
“Portugal, uma porta para a Europa”
Apesar de ter pai português – em tempos caçador de baleias na Ilha da Graciosa, Açores – , Duda Mendonça não resume a entrada em Portugal à mera questão afectiva. O país “é uma porta para o mercado Europeu”.
A equipa do escritório português – situado no Chiado – já tem 15 pessoas, dedicadas inteiramente à conta do Pingo Doce, até ao momento o único cliente em mercado nacional. Duda Mendonça garante que dará primazia a profissionais portugueses, prevendo um fluxo de colaboradores “entre Portugal e o Brasil”.
A agência , criada em 1976 no Brasil, tem clientes como a Presidência da Republica de Lula da Silva, a Brasil Telecom e a Guraná Antarctica, tendo vencido seis Leões de Ouro no festival de publicidade de Cannes.
Fonte: Briefing


