Dirigida a todos os Estados membros, estas recomendações visam
promover o Marketing responsável num diálogo com todas as partes
interessadas, incluindo entidades privadas do sector, garantindo a
prevenção de potenciais conflitos de interesse. O relatório deverá
ainda passar pela Assembleia Mundial de Saúde, em 2010, para aprovação
final.
As recomendações reconhecem que as políticas dos
diferentes Estados-Membros variam nos seus objectivos e conteúdos,
abordagem, monitorização e avaliação. No entanto, referem a necessidade
de homogeneizar determinadas práticas, nomeadamente junto dos actores
do sector privado, independentemente das medidas implementadas ao nível
nacional.
As recomendações sugerem que o marketing de
alimentos com elevado teor de gorduras saturadas, ácidos gordos
transformados, açúcares livres ou sal, dirigidos a crianças, deveriam
ser eliminados.
Os Estados-Membros são incentivados a
estabelecer de forma clara as faixas etárias para as quais as
restrições devem ser aplicadas bem como os canais de comunicação, as
configurações e técnicas de marketing a serem abrangidas.
Para
monitorização da política, as recomendações sugerem comparar os
anúncios que são “dirigidos a crianças”, num período de 24 horas, tanto
em termos do número de anúncios (para avaliar a “exposição”) como em
termos das técnicas de marketing utilizadas (para avaliar as mudanças
no “poder”). Por sua vez, sugerem também o uso de indicadores para
avaliar o impacto da intervenção política, nomeadamente a diminuição
nas vendas ou nas quotas de mercado destes alimentos e as mudanças nos
padrões de consumo das crianças, em resposta à política.
CK
Fonte: APAN

