Começa por ressalvar a importância de ter três gerações diferentes sentadas na plateia, reforçando que é um símbolo de que o 25 de abril está vivo.
Explica, depois, que foi o dia mais importante da sua vida por três razões diferentes: em primeiro lugar, porque foi cidadão; depois, porque foi jornalista; e, por fim, porque, à data, estava afastado da rádio e, nesse dia, teve a oportunidade de fazer a reportagem do 25 de abril ao microfone da rádio onde estava proibido de trabalhar, a Rádio Renascença.
Partilha também alguns dos momentos que viveu com Salgueiro Maia, seu conhecido do liceu de Leiria, e recorda um dos momentos que mais marcou. A altura em que, na rua, viu o capitão e este lhe confessou: “Estamos a fazer isto para que mais ninguém tenha de sair de Portugal por causa do pensa, do que diz ou do que escreve”. Esta passou então a ser, para Adelino Gomes, a definição de liberdade de imprensa.
Acrescenta que a liberdade de imprensa nasceu no primeiro minuto em que o 25 de abril aconteceu. “A liberdade de imprensa vai de braço dado com os militares que estavam a acabar com o regime. A liberdade de imprensa é irmã do fim da ditadura”, diz.
Mas, agora, quase 50 anos depois e num país em que existe liberdade imprensa, que manchete escreveria o jornalista?


