Uma volta de golfe de 18 buracos implica caminhadas entre oito e dez quilómetros, o equivalente a cerca de 10.000 a 15.000 passos, e durante quatro horas de atividade física um jogador pode gastar entre 1.000 e 1.500 calorias.
Estes números colocam o golfe como uma forma eficaz de atividade física regular, contribuindo para a saúde cardiovascular, controlo do colesterol, para a manutenção do peso e para o bem-estar geral. O jogo promove ainda a socialização e o combate ao isolamento, dois fatores essenciais para a saúde física e mental numa fase mais avançada da vida.
Desde sempre, nos clubes de golfe é frequente encontrar exemplos muito claros de envelhecimento ativo.
“É comum ver no meu clube dez a 12 jogadores por dia a jogar com mais de 80 anos.”
Poucos desportos conseguem demonstrar de forma tão evidente que a atividade física pode acompanhar-nos ao longo de toda a vida.
Talvez por isso seja frequente ouvir entre quem descobre a modalidade uma frase simples, mas reveladora: “Porque é que não comecei a jogar golfe mais cedo?”
Foi com base nestas evidências que a Federação Portuguesa de Golfe e a Lusíadas Saúde estabeleceram uma parceria que pretende aproximar cada vez mais pessoas da modalidade, promover estilos de vida saudáveis e apoiar o desenvolvimento desportivo de excelência.
Hoje, o golfe não é apenas um desporto para adultos. A modalidade está numa fase de grande crescimento e tem também um papel importante no desenvolvimento dos mais jovens. O jogo estimula o cérebro através da necessidade constante de avaliar distâncias, tomar decisões e gerir emoções. Ao mesmo tempo, promove valores fundamentais como disciplina, respeito pelas regras e capacidade de concentração.
Num contexto social cada vez mais individualista e marcado pela tecnologia, o golfe oferece às crianças um espaço de interação, aprendizagem e contacto com a natureza. Jogar em grupo, partilhar o percurso e respeitar o ritmo do jogo são experiências que contribuem para o desenvolvimento social e emocional.
O apoio da Lusíadas Saúde poderá ainda desempenhar um papel igualmente relevante no desenvolvimento do projeto Portugal Golf Team, contribuindo para profissionalizar cada vez mais a área da alta competição. O conhecimento médico, científico e tecnológico, bem como o know-how das equipas clínicas da Lusíadas, poderão ser determinantes no acompanhamento dos atletas, na prevenção de lesões, na otimização do rendimento físico e na preparação de jovens talentos que representam Portugal nas competições internacionais. Este caminho conjunto, promete.
Pedro Nunes Pedro, presidente da Federação Portuguesa de Golfe

