A FCB Lisboa desenvolveu para a Amnistia Internacional Portugal a “Eleutéria 25 – A Cadeira da Liberdade”, uma peça simbólica que assinala o 25 de Abril e responde à crescente vaga de autoritarismo no mundo.
Criada em colaboração com o designer Nuno Lacerda, a Eleutéria 25 é uma cadeira deliberadamente instável, pensada para cair. O nome “Eleutéria” tem origem no grego e significa “liberdade”, evocando também o berço da democracia. A peça traduz, em forma e função, um princípio essencial: quando os direitos humanos e a liberdade não são respeitados, o poder não deve permanecer.
A peça evoca um episódio marcante da história portuguesa: a queda de António de Oliveira Salazar em 1968, antecipando simbolicamente o fim da ditadura e a conquista da liberdade a 25 de Abril de 1974. Mais do que um objeto, é um exercício de desequilíbrio calculado, concebido para negar conforto e permanência.
“Uma cadeira feita para cair, que lembra que o poder não se deve eternizar”, resume Nuno Lacerda.
A Eleutéria 25 estará exposta no ponto da Amnistia Internacional durante o desfile do 25 de Abril, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, convidando o público a refletir sobre a fragilidade dos sistemas democráticos num contexto global de crescente polarização.
“Um lembrete de que o poder não deve ser permanente nem absoluto”, sublinha João Godinho Martins.
“O projeto demonstra o papel da criatividade como ferramenta de intervenção cívica, capaz de transformar referências históricas em mensagens contemporâneas.”, afirma Edson Athayde, CEO da FCB Lisboa.
Ficha técnica
Cliente – Amnistia Internacional Portugal
DCE – Edson Athayde
DC – Pedro Magalhães
Copywriter – Murilo Lense
DA – Pedro Magalhães
Contas – Sónia Gonçalves
Designer – Nuno Lacerda
Fotografia – Alexandre Garcia, João Frazão
