PLAY: O palco estratégico da Audiogest para a música portuguesa

A Audiogest é a promotora dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, assumindo-os como um projeto central na valorização da criação nacional. À Briefing, a Communication & Marketing Manager da entidade, Susana Delgado, explica como estes prémios se afirmam como uma plataforma de visibilidade, reconhecimento e ligação da indústria num mercado global.

PLAY: O palco estratégico da Audiogest para a música portuguesa

Briefing | A Audiogest assumiu a promoção dos PLAY como projeto próprio. Que papel estratégico têm estes prémios na missão da associação de valorizar a música nacional?

Susana Delgado | Os PLAY têm um papel estratégico na missão da Audiogest porque são uma das expressões mais visíveis do compromisso da associação com a valorização da música nacional. A Audiogest esteve ligada aos prémios desde a primeira edição, primeiro como promotora em conjunto com a GDA e, a partir de 2025, assumindo integralmente esse desafio.

Neste contexto, os PLAY são muito mais do que um evento de celebração: são uma plataforma de reconhecimento do talento, da diversidade e da qualidade da música feita em Portugal. Ao distinguir artistas, reportórios e projetos que marcam cada ano, os prémios contribuem para dar visibilidade à criação nacional, aproximar a indústria do público e reforçar a perceção de que a música tem valor cultural, social e económico.

Para a Audiogest, promover os PLAY é também uma forma de materializar a sua missão: valorizar quem cria, produz e investe na música, e sublinhar a importância de um ecossistema em que o reconhecimento público anda a par da proteção e da justa remuneração dos direitos.

De que forma os PLAY contribuem para reforçar a visibilidade dos artistas portugueses num mercado cada vez mais global e competitivo?

Num mercado global, em que a concorrência pela atenção do público é cada vez maior, os PLAY funcionam como uma montra qualificada da música feita em Portugal. Ao distinguir artistas e projetos de diferentes géneros e gerações, os prémios aumentam a sua visibilidade junto do público, dos media e da própria indústria, ajudando a reforçar notoriedade e a criar novas oportunidades de percurso e projeção.

Para a Audiogest, esse é um contributo essencial para a valorização da música nacional num contexto cada vez mais competitivo.

Os prémios são também um ponto de encontro da indústria. Que impacto têm tido na aproximação entre artistas, editoras e restantes agentes do setor?

Os PLAY são, sem dúvida, um ponto de encontro relevante para a indústria da música em Portugal. Ao juntarem artistas, editoras, produtores, managers, media, plataformas, marcas e outros agentes do setor, os prémios criam um espaço de proximidade num ecossistema que, muitas vezes, vive disperso no dia a dia.

Essa dimensão relacional tem tido um impacto real. Como a própria Filomena Cautela tem sublinhado em várias edições, no palco, nos bastidores e na plateia dos PLAY já nasceram colaborações que depois deram frutos na indústria da música. Isso mostra que os prémios não se limitam a distinguir talento e percurso: também ajudam a criar ligações, a estimular novas ideias e a gerar oportunidades concretas de colaboração.

Para a Audiogest, isso é particularmente relevante, porque valorizar a música nacional também passa por fortalecer as relações entre os vários agentes do setor e contribuir para uma indústria mais próxima, mais articulada e mais dinâmica.

Como é que a parceria com a Vodafone tem ajudado a elevar os PLAY enquanto plataforma de comunicação cultural e não apenas enquanto prémios de música?

A parceria com a Vodafone tem ajudado a dar aos PLAY uma escala de comunicação que os posiciona para lá do formato tradicional de uma gala de prémios. Mais do que associar uma marca ao evento, esta colaboração tem contribuído para ampliar o alcance dos PLAY, reforçar a sua presença mediática e aproximar a música portuguesa de públicos mais vastos. Isso permite que os PLAY se afirmem cada vez mais como uma plataforma de comunicação cultural, capaz de celebrar a música, dar visibilidade aos artistas e alimentar a relevância pública do setor.

Olhando para o futuro, como é que a Audiogest pretende evoluir os PLAY para continuar a responder às mudanças no consumo e na criação musical?

Ao longo dos últimos anos, os PLAY têm procurado evoluir de forma consistente para acompanhar as necessidades do setor e a própria transformação da música em Portugal. Em 2024, a gala abriu-se à música ligeira e popular, respondendo a uma necessidade que se vinha a afirmar. Em 2025, os PLAY ganharam novos palcos com a primeira edição dos PLAY Tradicional, dedicada à música de raiz tradicional, e com o lançamento das PLAY Talks, alargando o projeto para lá do formato da gala. Este ano, pela primeira vez, a transmissão da gala será feita em direto também nas plataformas digitais, reforçando a capacidade de chegar a novos públicos e de acompanhar novos hábitos de consumo.

Esta evolução mostra que os PLAY não são um formato fechado: procuram escutar o setor, interpretar as mudanças do mercado e acompanhar a forma como a música hoje é criada, promovida e consumida. Mas há uma linha que se mantém: nunca perder de vista que o objetivo central dos PLAY é promover e valorizar a música que se faz em Portugal, dando-lhe visibilidade, reconhecimento e espaço de afirmação junto do público e da indústria.

Simão Raposo

Quinta-feira, 23 Abril 2026 12:45


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