No próximo dia de Santo António celebra-se o aniversário da Tasca da Esquina em Campo de Ourique, que completa 17 anos de portas abertas. São quase duas décadas dedicadas à valorização da cozinha portuguesa, à cultura da partilha e à reinvenção das tradições gastronómicas nacionais. Sobre a mesa, ao jantar, vai estar um menu tradicional das festas populares que reúne os pratos mais típicos da época.
Aberta a 13 de junho de 2009, a Tasca da Esquina nasceu para dar corpo ao conceito de uma tasca moderna, atual sem perder a alma: uma casa de petiscos, pratos e vinhos, informal e acolhedora, onde os clássicos portugueses ganham apuro técnico e criatividade. Este projeto foi também o primeiro das “Esquinas” do chef, onde a forma de olhar para a gastronomia portuguesa trouxe uma vertente contemporânea, sem nunca esquecer a matriz da cozinha tradicional.
Ao longo destes 17 anos, a Tasca da Esquina consolidou uma identidade própria: a de uma casa onde a cozinha portuguesa é honrada e reinventada, com receitas inspiradas nas tradições que passam de geração em geração, temperadas com criatividade e influenciadas pelos sabores lusófonos que acompanham o percurso de Vítor Sobral. Mais do que um restaurante, a Tasca da Esquina tornou-se um espaço embaixador da cozinha portuguesa. Um ponto de encontro na cidade de Lisboa onde se cruzam memórias, produtos portugueses, técnica e uma visão contemporânea sobre o receituário nacional. É esta combinação entre tradição e futuro que tem marcado a história da casa desde o primeiro dia e que promete manter-se fiel.
Num momento em que a portugalidade volta a estar no centro do debate gastronómico, Vítor Sobral mantém-se fiel a um caminho que há muito defende — nos restaurantes, nos livros publicados e nos menus que assina: o de preservar, interpretar e projetar a identidade culinária portuguesa.
“Celebrar 17 anos da Tasca da Esquina no dia de Santo António tem um significado muito especial. Esta casa nasceu com uma ideia muito clara: valorizar e defender a cozinha portuguesa e lusófona, os sabores das nossas raízes, a partilha à mesa e essa forma tão nossa de receber. Ao longo destes anos, mantivemos esse compromisso com a portugalidade, não como uma palavra de moda, mas como um princípio de trabalho diário — nos produtos que escolhemos, nas receitas que revisitamos, nos livros publicados e nos menus que fomos construindo. A Tasca da Esquina é feita de memória, mas também de presente; de tradição, mas também de interpretação”, comenta Vítor Sobral.
O aniversário, celebrado simbolicamente no dia em que Lisboa homenageia Santo António, reforça a ligação da Tasca da Esquina à cidade e ao bairro de Campo de Ourique. A casa mantém vivo o espírito de uma tasca moderna: acolhedora, portuguesa, informal no ambiente e rigorosa na cozinha. E no dia do santo padroeiro da cidade, o menu de jantar de aniversário revisita os pratos mais característicos da data.
A par da cozinha, o acolhimento é também uma das grandes imagens de marca da Tasca da Esquina. A forma como a casa recebe quem a visita faz parte da sua identidade desde o primeiro dia, traduzindo-se num serviço próximo, atento e genuíno. Esse espírito tem em Abel Matos, anfitrião responsável, uma das suas figuras centrais, garantindo que cada cliente se sinta recebido não apenas num restaurante, mas numa casa portuguesa onde a hospitalidade é tão importante como aquilo que chega à mesa.
“O acolhimento é uma parte essencial da nossa identidade, e o trabalho do Abel Matos como anfitrião responsável traduz muito bem esse espírito de casa: receber com verdade, proximidade e respeito por quem se senta à nossa mesa”, comenta.
Com 17 anos de portas abertas, a Tasca da Esquina continua a afirmar a sua missão: provar que “todo um país pode caber numa esquina”, através de uma cozinha que respeita as raízes portuguesas, sem deixar de olhar para o presente e para o futuro.

