Cícero celebra os Santos Populares com uma versão contemporânea da pamonha brasileira

Há sabores que contam histórias de comunidade, celebração e memória. No mês dos Santos Populares, o Cícero recupera uma dessas histórias através de um novo prato que homenageia as tradições festivas do Brasil: uma interpretação contemporânea da pamonha, acompanhada por tapioca e coentros, criada pelo chef residente Felipe Neves.

Disponível durante o período dos Santos Populares, a nova criação integra o percurso gastronómico do restaurante e antecipa algumas das inspirações que irão marcar o próximo menu de verão, cuja apresentação está prevista para breve.

De origem indígena, a pamonha é uma das receitas mais emblemáticas da gastronomia brasileira. Feita a partir de milho fresco e tradicionalmente cozida na própria palha, tornou-se, ao longo dos séculos, um dos grandes símbolos das Festas Juninas e das celebrações de São João no Brasil, onde ocupa um lugar semelhante ao das sardinhas assadas, do caldo verde ou da bifana nas festas populares portuguesas.

No Cícero, a receita surge reinterpretada através da linguagem contemporânea de Felipe Neves, num exercício que respeita a memória afetiva do prato ao mesmo tempo que o transporta para um contexto de fine dining. A doçura natural do milho encontra a textura delicada da tapioca e a frescura aromática dos coentros, criando uma proposta que estabelece uma ponte natural entre Portugal e Brasil.

A introdução deste prato reforça a identidade do restaurante, cuja cozinha se constrói precisamente a partir do encontro entre Portugal, Brasil e França. Uma narrativa gastronómica que ganha especial relevância num espaço dedicado ao pintor modernista Cícero Dias e onde a arte continua a ser um elemento central da experiência.

Segunda-feira, 15 Junho 2026 10:40


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