Para a CEO, este lançamento representa a concretização de um sonho e uma nova etapa nos perfis dos vinhos reserva. Luisa Amorim explica que estes vinhos traduzem, “com grande fidelidade”, a essência das parcelas da Quinta Nova e todo o trabalho de viticultura que tem vindo a ser desenvolvido ao longo de 26 anos.
O diretor de enologia sublinha que estes três vinhos assumem um perfil “mais contemporâneo, equilibrado e mais elegante”. “São vinhos pensados para proporcionar imenso prazer à mesa, num espírito de partilha com amigos, e para continuar a promover a cultura do vinho – que é, no fundo, o que mais nos move”, acrescenta António Bastos.
O Blanc de Noir é um branco com identidade própria, que amplia a leitura da Tinta Roriz e afirma a versatilidade da marca na criação de vinhos com “carácter e rigor”. De tonalidade perla citrina, revela notas de frutos silvestres, nuances florais e uma cremosidade crescente na boca, destacando o seu envelhecimento em barricas usadas e cubas de cimento.
Já o Touriga Nacional é um monovarietal que visa traduzir o “rigor enológico” da nova adega sem abdicar do “classicismo duriense”. De cor rubi intensa, revela um perfil aromático elegante, com fruta silvestre, notas de violeta e flor de laranjeira.
Por fim, o Terroir Blend é um vinho de “equilíbrio, tensão e profundidade”, onde castas, parcelas e solo se unem. De cor rubi “intensa e profunda”, apresenta aromas de frutos vermelhos e silvestres, notas de bosque e uma dimensão “mais sofisticada” conferida pelo estágio em carvalho francês.
Estas três novidades são acompanhadas por um rebranding que nasce do propósito de reforçar a identidade da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo através de uma linguagem mais próxima do consumidor atual, sem perder a ligação à origem. O elemento central desta inspiração é a Capela de Nossa Senhora do Carmo, construída pelos barqueiros que navegavam este troço do rio Douro.
Simão Raposo


