As marcas portuguesas com maior valor financeiro em 2026

A consultora OnStrategy apresenta os resultados da edição de 2026 referentes ao estudo anual das marcas portuguesas mais valiosas, desenvolvido com base na metodologia internacional Royalty Relief que estima o valor financeiro das marcas através da sua capacidade de gerar valor económico futuro, e em conformidade com a certificação das normas ISO20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO10668 (avaliação financeira).

A EDP mantém a liderança, reforçando o seu valor para 3,161 mil milhões de euros (+10,1 %), seguida pela Galp Energia, que regista 2,519 mil milhões de euros (+16,2 %), e pela Jerónimo Martins, que consolida a terceira posição com 1,890 mil milhões de euros e com um crescimento de 17,7 %.

Setorialmente, Banca e Seguros lideram em termos de crescimento: Caixa Geral de Depósitos (+25,4 %), Millennium bcp (+25,4 %) e Fidelidade (+24,1 %) figuram entre os maiores crescimentos do Top 25, acompanhados pelo Novo Banco (+11,6 %) e pelo Banco BPI (+9,1 %). Esta evolução resulta da forte rentabilidade do setor, do reforço da solvabilidade, da transformação digital e da recuperação da confiança dos clientes.

O Retalho reforça a tendência de crescimento: Worten (+27,0 %), Continente (+22,8 %), Sonae (+18,6 %) e Jerónimo Martins (+17,7 %) evidenciam a capacidade do setor para responder às novas exigências através de inovação, omnicanalidade, fidelização e eficiência operacional.

Na Alimentação e Bebidas, Super Bock (+2,9 %), Delta (+22,4 %) e Sagres (+3,0 %) reforçam a sua posição no Top 25.

A Energia mantém destaque com as únicas duas marcas que ultrapassam a valorização de 2,5 mil milhões de euros – EDP e Galp Energia, que continuam a beneficiar dos investimentos na transição energética, energias renováveis e inovação tecnológica, reforçando o valor das respetivas marcas.

Agrupando num conceito de Mobilidade, os Transportes e os Serviços Profissionais recuperaram dinamismo, destacando a TAP que regista inclusive o maior crescimento percentual do ranking (+28,5 %) e os CTT que crescem 18,8 %, refletindo a recuperação da procura e a melhoria do desempenho operacional.

Quanto à Saúde verifica-se a consolidação do crescimento do setor com CUF (+10,5 %) e Luz Saúde (+16,4 %) a beneficiarem da crescente valorização da qualidade dos serviços, inovação e confiança.

Por fim, as Telecomunicações enfrentam maior pressão competitiva. MEO (-1,5 %) e NOS (-6,5 %) a registarem reduções de valor num mercado maduro e altamente concorrencial.

 

Quinta-feira, 02 Julho 2026 12:33


PUB