Portugal afirmou-se como um dos destinos europeus mais interessantes para os amantes do vinho. A vindima, momento maior do calendário vitivinícola, é também uma oportunidade privilegiada para conhecer este património de forma mais próxima: caminhar entre vinhas, descobrir castas e terroirs, entrar nas adegas e partilhar à mesa os vinhos de cada território.
É neste contexto que Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, Taboadella e Herdade Aldeia de Cima apresentam três formas distintas de viver a época das vindimas. Três paisagens, três identidades e uma mesma filosofia: três territórios únicos com vinhos de excelência.
Envolvida pelos socalcos que definem a região vinhateira do Douro, a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo surpreende-nos com o seu o seu ambiente de exclusividade envolvido pela natureza, cujo enquadramento paisagístico é um convite ao deslumbramento. Aquele que é o primeiro enoturismo a ser criado na região do Douro, de portas abertas desde 2005, prima por um serviço de excelência, que só tem paralelo com a paisagem deslumbrante, sobretudo no outono onde a paleta de cores vibrante traz ainda mais magia.
A Quinta Nova Winery House é uma tradicional casa oitocentista, onde ficar instalado é um convite a sentir o ambiente de uma grande casa de família portuguesa do Douro, cercada por uma paisagem estonteante. É esse o verdadeiro luxo, a par da possibilidade de viver de perto a história e o quotidiano de uma das grandes marcas de vinhos do Douro, participando da sua vindima.
Aqui todos os 11 quartos têm um enquadramento paisagístico de cortar a respiração, com vista sobre os terraços de vinha centenária que se estendem até ao Douro. Divididos em duas áreas distintas, seis quartos situam-se na casa, distribuídos por dois pisos. Lá fora vários cadeirões convidam os hóspedes a desfrutar de momentos relaxantes a contemplar a soberba paisagem e os jardins envolvidos por árvores seculares, ciprestes e plantas autóctones. A piscina debruçada sobre as vinhas, convida a longos mergulhos imediatamente antes ou depois de se aventurar à descoberta desta quinta bicentenária.
No Terraçu’s o Douro serve-se à mesa
No Terraçu’s Winery Restauranta a cozinha repousa nas memórias de um receituário genuíno. O nome é uma clara homenagem aos patamares de vinha que são autênticos terraços debruçados sobre a paisagem duriense. No interior, na ampla sala de jantar pontuada pelo imponente teto de traves de madeira natural e duas lareiras, ou no exterior, sob a antiga ramada de uva, conhecer a proposta do restaurante significa embarcar numa viagem histórica. Na cozinha, a equipa do chef André Carvalho reescreve a paisagem culinária do Vale do Douro, influenciada por uma herança duriense em sintonia com os vinhos da quinta.
O espaço versátil e eclético do Winery Lounge para desfrutar com tempo
Multifacetado, com salas para diferentes propósitos, o Winery Lounge é um complemento à oferta de enoturismo da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo. A arquiteta Inês Rodrigues assina o projeto de arquitetura e de design de interiores onde, entre outros elementos decorativos, figura um painel da oficina Marques Art & Design Studio, bem como uma “cortina” desenhada a partir da cortiça, uma peça também ela idealizada por Inês Rodrigues. Dos serviços disponíveis no Winery Lounge fazem parte uma equipa de Wine Educators WSET nível 2.
Na Quinta Nova a vinha está organizada em 41 parcelas tradicionais, onde a vindima é feita de acordo com o ritmo de maturação de cada parcela e de cada microterroir. O resultado é uma interpretação do Douro assente na diversidade e na expressão do lugar.
A experiência de vindima permite entrar diretamente neste universo: participar na apanha da uva, conhecer o trabalho que antecede a produção do vinho e desfrutar de produtos locais e provas de vinhos. A experiência pode ainda ser complementada com uma visita ao Museu Fernanda Ramos Amorim, que reúne uma importante coleção de de etnografia e objetos relacionados com a produção de Vinho do Porto dos séculos XIX e XX. Mais do que visitar uma adega, a Quinta Nova propõe uma verdadeira imersão na paisagem cultural do Douro: as vinhas em socalcos, o rio e uma história vitivinícola que se confunde com a identidade da região.
Taboadella: Uma multiplicidade de experiências
No Dão, a Taboadella convida a descobrir o território através das suas vinhas, dos percursos que atravessam a quinta e do rio Côvo. É possível caminhar entre as vinhas, conhecer a fauna e a flora da propriedade e descobrir os lugares históricos que fazem parte desta paisagem.
A experiência é complementada pelo vinho e pela gastronomia. A oferta de enoturismo permite passar um dia na quinta, desfrutar de um brunch na varanda da adega ou participar em experiências pensadas para dar a conhecer, de forma próxima, a identidade deste terroir no Dão.
Entre as várias experiências disponíveis está a visita à Adega da Taboadella. Obra de referência arquitetónica, com assinatura de Carlos Castanheira (um nome ímpar na arquitetura nacional, reconhecido pelas suas muitas obras em materiais naturais), é um exemplo de sustentabilidade ecológica, construída em materiais naturais, como a madeira e a cortiça, com vistas soberbas para a vinha e para a Casa Villae Relais & Châteaux. Carlos Castanheira é também o autor do Barrel Top Walk (um passadiço em madeira que se encontra na adega, construído em altura sobre a sala das barricas).
São várias as atividades disponíveis para marcação, desde a tradicional Wine Tour, que inclui um passeio numa pitoresca carrinha Bedford de 1964, à possibilidade de participar num dia de vindima na Taboadella, com direito a merendar. Mas nem todas as experiências na Taboadella se resumem ao vinho. É possível eleger um menu de degustação de 3 momentos servido na Casa Villae 1255 (mínimo de 8 pessoas e máximo de 18), um brunch na varanda da Adega (mínimo de 14 pessoas e máximo de 42 pessoas) ou um passeio da Taboadella até ao Rio Côvo, um recanto escondido junto às encostas da Serra.
Diversidade de territórios e vinhos de memória e ancestralidade
Nos 3.000 hectares da Herdade Aldeia de Cima não existe um pedaço de terra igual ao outro. Este é um Alentejo diferente, o da Serra do Mendro, que separa o Alto do Baixo Alentejo.
Na cota mais alta na Serra do Mendro (424 m) situa-se a Vinha dos Alfaiates. Plantada em patamares, é a primeira do género no Alentejo. Dela avista-se o vasto horizonte composto pela imensidão das terras alentejanas, que se distribuem entre olivais, vinhas, hortas, campos de searas e as pequenas vilas e aldeias de Vidigueira e de Beja.A singularidade deste relevo acidentado, atravessado pela Ribeira dos Alfaiates, inspirou um modelo único e singular no Alentejo: uma vinha plantada em patamares tradicionais, a fazer lembrar os socalcos do Douro vinhateiro, que aqui oferece uma panorâmica estonteante sobre a imensidão da paisagem que faz fronteira entre o Alto e o Baixo Alentejo.
A Horta dos Fontanais, parte integrante do projeto Herdade Aldeia de Cima, é uma horta típica do séc. XVIII que enquadra um olival centenário murado a xisto e divido em duas áreas – um acolhedor alpendre com lareira exterior e uma zona de estar, e ainda duas salas interiores onde é possível realizar provas de vinhos, refeições e jogos.
A par da adega boutique e dos edifícios agrícolas, da casa e ainda da floresta de montado, a Horta dos Fontanais vem acrescer ao cenário idílico da Herdade Aldeia de Cima, na Serra do Mendro. É este um espaço onde se respira cultura e onde o artesanato alentejano está em evidência.
Na requalificação que ficou a cargo das designers de interiores Ana Anahory e Felipa Almeida foram valorizados materiais naturais como o xisto e o barro. As tradicionais paredes caiadas e o tom verde que remete para a folha do sobreiro, a colorir as portas e as janelas da herdade, são reflexo do exercício aplicado: respeitar o passado para construir o futuro.
Reabilitada a partir do património arquitetónico existente, a Hortas dos Fontanais é um convite para experiências únicas: das exclusivas provas de vinho às refeições preparadas de forma tradicional e genuína*. O espaço serve ainda de apoio aos passeios que podem ser dados no belíssimo cenário envolvente.
A comida de fogo é uma das experiências ex-líbris da Horta dos Fontanais – exemplos disso é o pão que é amassado não momento e cozido no forno a lenha, o qual pode ser acompanhado pelo café preparado ao lume numa velha “chocolatera” de barro. É também aqui que é possível adquirir os vinhos que nascem na propriedade, bem como o mel e o pólen, sem descurar peças de artesanato português em diferentes materiais, como barro, cortiça, madeira de oliveira, tapeçarias de Monsaraz, sabonetes artesanais de medronho e outras.
