Há recreios que acontecem entre aulas. Outros, entre reuniões, almoços, mensagens por responder e planos de fim de semana. É neste segundo que entra o Recreio, o novo hub gastronómico de Miraflores, pensado para transformar uma pausa num encontro, e um encontro num hábito.
Foi ainda durante as férias de verão que a campainha começou a tocar, não para regressar às aulas, mas sim para chamar para a brincadeira que se vive no Recreio, um ponto de encontro para todos. Seja para uma pausa a meio do dia, um café entre tarefas, um almoço de equipa, um copo ao fim da tarde, um jantar com amigos ou um programa em família, todos merecem o Recreio: mães e pais, miúdos, grupos de amigas, namorados, colaboradores das empresas locais ou freelancers.
Como num recreio de escola, onde diferentes grupos se cruzam e todos querem ficar só mais um pouco, no Recreio vive-se com espontaneidade e liberdade de comer o que a vontade mandar, conversar, ouvir música, ver um jogo de futebol ou descobrir uma nova rotina.
Com uma zona de restauração com cerca de 600 m², e com capacidade para 250 lugares sentados – que podem chegar aos 400 -, o projeto dispõe de uma oferta gastronómica que dá tanto para todos os gostos como para as diferentes alturas do dia. Tal como no refeitório da escola, no Recreio também o percurso começa de tabuleiro na mão, mas sem a pressa para regressar à aula, e sim com tempo para escolher, ou até misturar, o conceito que mais apetece: Amelia, Atalho, Polpetta Cosmica, Street, Patife, Let’s Pastrami, Soão e Santini. Já para levar para casa, mas sem tabuleiro, está ainda o Talho Argentino.
A acompanhar, uma garrafeira com a curadoria do enólogo António Maçanita que conta com cerca de 50 vinhos, dos quais 38 são produzidos nacionalmente, que se dividem entre os espumantes, rosés e laranjas, brancos, tintos e doces, e que tanto podem ser consumidos no Recreio em copo ou garrafa como levados para casa. Já na esplanada, o Bar do Recreio leva a experiência para fora de portas: uma carrinha van transformada em bar, pensada para prolongar os finais de tarde, os encontros depois do trabalho e a programação ao ar livre.
Mas, no Recreio a diversão começa ainda antes de chegar à mesa. O tom de verde pastel toma conta do interior para deixar as formas geométricas dos azulejos que desenham o chão brincarem entre si, contagiando a esplanada lá de fora, pintada de um cor-de-rosa igualmente pastel. A harmonia do espaço prolonga-se nas bancadas em pedra e nas mesas em madeira castanha-clara, levando a diversão até ao papel que decora as paredes das casas de banho. A harmonia divertida ficou a cargo da arquiteta Inês Moura, que desenhou o projeto, deixando espaço ainda para a ceramista Maria Ana Vasco Costa trabalhar os azulejos que cobrem as paredes da entrada de verde-água. Toda esta linguagem colorida foi também promovida pelo Clube Recreativo, responsável pela imagem e pelo nome do projeto.
Com uma vida dinâmica, a programação será uma das peças centrais do Recreio. Sempre com algo a acontecer, a partir de setembro há uma agenda pensada para diferentes públicos e ritmos que não dá motivos para não voltar: de um quiz numa noite de semana a um DJ after work, passando por uma happy hour nas tardes de verão ou uma manhã ativa de sábado, terminando num concerto ao ar livre ao domingo.
“Gosto de pensar na experiência como um todo, da produção à cenografia, passando pelo ambiente e pela forma como as pessoas vivem o momento”, explica Martim Bruschy, que, ao lado do irmão, Lourenço Bruschy, e Martim Botton, co-fundou o Recreio. “A restauração é o ponto de partida, mas queremos que o Recreio seja muito mais do que um sítio onde se vai comer. Queremos criar uma verdadeira comunidade à volta do espaço, com diferentes tipos de iniciativas: after works, festas, eventos para famílias e crianças, atividades ligadas ao desporto e bem-estar, como yoga ou running clubs, e até momentos especiais para acompanhar grandes eventos”, acrescenta um dos três sócios.
O Recreio quer trazer de volta uma ideia simples, mas cada vez mais necessária: a de que a rotina também pode ter espaço para brincar, ficar mais cinco minutos e encontrar pessoas fora da sala de aula – ou, neste caso, fora do escritório. Aberto todos os dias, das 10h00 à meia-noite, o Recreio acompanha os diferentes ritmos de Miraflores, desde a primeira pausa do dia ao último copo da noite.
