Os fundadores decidiram, em conjunto, sair, “de um dia para o outro”, da Partners e abrir uma agência porque queriam mais. O nome surge daí e – dizem – é um “nome português, mas internacional, tem conceito, tem humor e tem o stopping power” que querem colocar em tudo o que fazem.
“E, ao investigarmos a personagem histórica, percebemos que o beijo de Judas é visto por muitos estudiosos como o ato que originou a salvação da humanidade. Há, até, quem diga que Jesus e Judas fizeram dupla. Esta ideia de gestos que mudam os acontecimentos e levam a algo maior é a ideia que queremos importar para a nossa agência”, explicam.
Sobre o período que se atravessa, devido à pandemia de Covid-19, refletem que é no meio das grandes crises que se reinventam – palavra que, para quem trabalha na área, com a paixão com que dizem trabalhar, “se torna imperativa”. “Se há momento onde as marcas precisam de novas ideias, novas soluções, novas formas de trabalhar é exatamente este. O facto de não termos uma grande estrutura permite-nos ser muito mais ágeis que as grandes agências. E se há coisa valiosa nestes próximos tempos é a flexibilidade e rapidez de resposta. E o facto de não termos uma estrutura pesada não pesa nos budgets dos clientes”, justificam.
Ao mercado publicitário querem trazer mais rock, apostando: na formação de talentos; num board de convidados de diversas áreas; nas parcerias com escolas e universidades; e em talks, formações e workshops para marcas e clientes. Atualmente, estão já a desenvolver projetos de naming, rebranding, filmes digitais, estratégias de marca, ativações, campanhas de social media e novas ideias de negócios.
O logótipo é da autoria de James Victore, um artista “inspirador e provocador”, que tem trabalhos sobre temas, como o racismo, Donald Trump, HIV; e trabalhos na coleção permanente do MoMA, nos Estados Unidos, e do Louvre, em França. “O James personifica o espírito de liberdade e de rock and roll que a Judas quer ter”, concluem.


