Influencer Marketing is the Avon thing. Sabe porquê?

“Muitos estudos têm revelado que o tempo do Influencer Marketing é ‘the next big thing’. Para a Avon isso não é novidade, visto que consideramos há 130 anos que cada revendedor é um influenciador na sua rede de conhecimentos. Eu até costumo dizer que ‘Influencer Marketing is the Avon thing’.” São palavras de Vasco Gomes, head of sales da Avon Portugal, que, numa altura em que se fala tanto de influenciadores [digitais], posiciona a empresa de cosmética como “pioneira em social selling, mas offline”.

O responsável acredita que o social selling “está cada vez mais vivo” – também graças ao online, claro – e, por isso, a marca vai continuar a apostar na venda direta, com vista a um crescimento contínuo: “A Avon, nos últimos anos, tem tido um crescimento único, estabelecendo novos recordes de número de revendedores e de vendas. Hoje, é líder no mercado de venda direta e tem um share de mercado muito relevante em categorias como maquilhagem e fragrâncias. No futuro próximo, queremos continuar a crescer e atingir o crescimento de dois dígitos, reforçando a nossa posição de líder em termos de número de vendedores”, refere.

Mas, afinal, em que é que os revendedores fazem a diferença? Permitem “uma cobertura impressionante, impulsionando as vendas da Avon em todos os pontos do país e em todos os estratos sociais”. E, estando cara a cara com o cliente final, transmitem os valores e características da marca, criam a imagem da marca junto do público. É por isso que Vasco Gomes defende que foram eles que construíram a marca como é conhecida hoje, sendo os revendedores “os principais protagonistas da história Avon”. “A relação revendedor-cliente é a chave do negócio da Avon”, salienta, acrescentando que, para a marca, “a venda direta é um canal e não apenas um tipo de venda”.

Sem adiantar números, garante que a sua equipa de revendedores tem tido “um aumento muito significativo nos últimos cinco anos”. “Em vez de nos focarmos na seleção limitativa segundo alguma característica, focamo-nos em dar oportunidades a todas as pessoas que queiram ser líderes de beleza no seu seio de amigos, que queiram melhorar a sua condição financeira ou que pretendam uma nova atividade interessante para a sua vida”, afirma o responsável, frisando que qualquer pessoa pode ser um revendedor Avon, mesmo que nunca tenha vendido um produto. Para apoia-los – e também para garantir a qualidade das vendas – a empresa proporciona formação aos revendedores e disponibiliza uma linha de apoio.

Recentemente, e dado o crescimento do mundo digital, a marca sentiu necessidade de levar para o online a sua capacidade de social selling: “Estamos numa era cada vez mais digital, em que quase todas as pessoas já se converteram às compras online. Por isso, em setembro de 2017, demos um dos passos mais importante para o nosso negócio, ao reformularmos o nosso site, tornando-o 100% e-commerce”, conta Vasco Gomes, adiantando que o objetivo deste novo canal é, além da proximidade, chegar ao target jovem, que está sobretudo na esfera online. As vendas online continuam, contudo, a passar pelos revendedores: após escolher, o cliente seleciona o revendedor mais perto de si para que seja este a enviar-lhe os produtos.

briefing@briefing.pt

Quinta-feira, 04 Outubro 2018 11:41


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