Estes foram os guiões de março que mais votos obtiveram do público na página de Facebook da produtora e juntam-se aos três apurados na eliminatória de fevereiro.
Judiarias, por Diogo Stilwell e Filipe d’ Avillez
Um homem está feliz com vento no cabelo e o sol a bater na cara. Não se percebe se está a correr ou num descapotável. Só vemos a cara.
Imagem passa para dois velhotes sentados nas suas cadeiras de baloiço no alpendre de uma casa. Olham para a cena com ar reprovador.
Vamos variando entre a cara do outro feliz, e a dos dois tipos, reprovadores.
Quando passa por eles o plano abre. Vemos que o homem afinal está às cavalitas de outro homem.
O homem que o carrega usa kippah (o chapéuzinho judeu) e tem longos canudos nas patilhas. Corre desenfreado.
O primeiro velhote com ar reprovador cospe para o chão e repleto de reprovação comenta com o outro: “Lá vai ele com o rabino entre as pernas”.
A comida que lida e desliga, por Inês Costa, Mafalda Macedo, Maria Teresa Santos e Nicole Mariano
Duas loiras, que moram juntas, discutem sobre o jantar. A primeira loira está a cozinhar o jantar, quando a segunda loira entra em casa.
Loira 2: Então ‘miga que estás a fazer?
Loira 1: O jantar! Estou a fazer strogonoff.
Loira 2: E porque tens a luz desligada?
Loira 1: Porque é strogonOFF, duhh.
Loira 2: Então vamos fazer strogonON, porque eu quero ver.
Loira 1: Não (desliga a luz), strogonOFF. – elevando a voz – Loira 2: (acende a luz), strogonON.
Loira 1: (desliga a luz), strogonOFF.
Loira 2: (acende a luz), strogonON. Loira 1: (desliga a luz), strogonOFF. Loira 2: (acende a luz, esta funde-se), Bolas! Tiveste o que querias, o strogonON ficou ‘stragado!
LISBOA É LINDAAAAA, por Mário Almeida Ramos
Num bairro típico lisboeta, um gira-discos começa a tocar o instrumental do fado “menina e moça”.
Com a música de fundo, vemos as ruelas e recantos da cidade.
Junto ao terminal de cruzeiros, uma senhora de avançada idade, com a anca virada para a câmara diz:
– “ATRACA AQUI!”
Entre as imagens de miradouros e principais pontos turísticos de Lisboa, observamos o fabrico de pasteis de nata, até que um dos pasteleiros grita:
– “Ó DOCE, ERA ONDE FOSSE!”
Surgem imagens de Belém e da Baixa. Dentro de um elétrico a passar a basílica da estrela, dois executivos metem a cabeça fora da janela, e gritam:
– “Ó ESTRELA, QUERES C’OMETA?
No fim, surge em grafismo no ecrã:
LISBOA COM’Ó MILHO.


