Os incidentes cibernéticos são o principal risco para as empresas em 2026, enquanto a inteligência artificial (IA) entra para o topo das preocupações empresariais globais, ocupando o 2.º lugar, segundo revela o Allianz Risk Barometer 2026.
O estudo anual da Allianz, que reúne opiniões de milhares de especialistas em risco e seguradoras em todo o mundo, revela que, além da cibersegurança, os executivos estão preocupados com interrupções de cadeias de abastecimento, crises económicas, desastres naturais e mudanças climáticas. Estes fatores combinados desenham um cenário global cada vez mais complexo, em que a antecipação de riscos e a resiliência organizacional se tornam essenciais para a continuidade do negócio.
Com 42% das respostas, os incidentes cibernéticos são apontados como o risco mais crítico para os negócios nos próximos 12 meses, refletindo a crescente exposição das organizações a ameaças online. A IA sobe do 10.º para o 2.º lugar (32%), refletindo os riscos operacionais, legais e reputacionais associados à sua rápida adoção em praticamente todos os setores de atividade. Ainda assim, quase metade dos inquiridos considera que a IA traz mais benefícios do que riscos para o seu setor.
A interrupção do negócio desce para a 3.ª posição, embora se mantenha uma preocupação estrutural, muitas vezes ligada a tensões geopolíticas e disrupções nas cadeias de abastecimento. Já os riscos políticos e a violência sobem para o 7.º lugar, atingindo a posição mais elevada de sempre no estudo.
Segundo Thomas Lillelund, CEO da Allianz Commercial, “dado o crescimento contínuo da IA na sociedade e na indústria, não é surpreendente que seja o grande destaque no Allianz Risk Barometer. Para além de trazer enormes oportunidades, o seu potencial transformador, a rápida evolução e adoção estão também a remodelar o panorama de riscos, tornando-a uma preocupação de destaque para empresas de todos os tamanhos em todo o mundo, juntamente com outras ameaças mais estabelecidas.”
O relatório sublinha ainda que apenas 3% das empresas consideram as suas cadeias de abastecimento “muito resilientes”, sendo que 51% apontam uma paralisia global causada por um conflito geopolítico como o cenário de risco mais plausível nos próximos cinco anos.
Resultados em Portugal
Em linha com a tendência global, os incidentes cibernéticos mantêm-se como o principal risco para as empresas em Portugal. A IA regista crescimento acelerado, subindo do 7.º para o 2.º lugar, o que empurra as catástrofes naturais para a 3.ª posição.
Joana Moniz, CUO Commercial Lines & SME da Allianz Portugal, afirma: “A adoção de IA, que se tornou uma realidade e traz muitas vantagens, vem acompanhada de um nível de risco adicional para as empresas. O aumento da literacia é um passo fundamental para que os riscos associados à IA sejam geridos da melhor forma. Em geral, os resultados do Allianz Risk Barometer 2026 mostram mais uma vez a complexidade e diversidade de riscos que as empresas enfrentam, e o papel fundamental que as seguradoras podem ter como parceiros das empresas na sua gestão.”
O Allianz Risk Barometer 2026 resulta de um inquérito global a especialistas em risco e líderes empresariais, identificando as principais preocupações das empresas para o ano que se inicia.
