“E se te focasses numa carreira a sério? Não tens estofo para isso tudo. Isso não te vai levar a lado nenhum. Vais mesmo continuar agora que és mãe?” Estamos em 2024 e estas são apenas algumas das frases ainda ouvidas pelas mulheres que decidem seguir carreira no desporto. E, por isso, “quando te apontam o dedo, aponta para cima” – é o que propõe a Betclic, neste Dia da Mulher, num filme que traz a atleta de basquete Márcia Costa como protagonista.
Pensado especialmente para a atleta lusa, eleita Jogadora da Década 2010-20 da Liga Portuguesa, o filme – assinado pela agência criativa Funnyhow – confronta algumas das questões que continuam a ser colocadas como obstáculos no percurso profissional das mulheres. Jornadas de trabalho múltiplas, salários desiguais, sobrecarga mental, insegurança nos espaços públicos, pressão estética – a lista de desafios enfrentados por elas na hora de praticar e de se profissionalizarem no desporto é extensa, demonstrando que ser mulher no desporto ainda é um ato de resistência num universo pensado maioritariamente no masculino.
“Se as jovens atletas começarem a ver mais mulheres a conseguir fazer do basquetebol uma profissão, automaticamente, sentem que aquele hobbie pode passar um dia a ser a sua carreira. Temos de dar estruturas aos clubes para as atletas terem contratos de trabalho, para que o facto de sermos mães não seja um problema e por aí adiante.”, afirma Márcia.
Somadas aos estereótipos e preconceitos que ainda persistem, estão as dificuldades no apoio ao desporto, que vão desde as condições básicas até o próprio incentivo de profissionais. Por exemplo, os árbitros ganham menos em jogos da Liga de Basquetebol Feminina do que na Masculina.
“Eu tive de criar as minhas condições, tive de me mostrar disponível a treinar extra para que pudesse valorizar o meu trabalho e justificar o investimento que o meu clube iria fazer. A estrutura devia estar pronta para desafiar as atletas a serem profissionais e não elas a darem um salto para o vazio. Se já está tudo tão preparado para o masculino, porque não transportar essa fórmula para o feminino e ajustar no que é preciso?”, questiona Márcia.
Desde 2021 que a Betclic patrocina as Ligas Masculina e Feminina de basquetebol nacionais com um compromisso financeiro igualitário e tem como um dos seus objetivos não só dar continuidade, como aumentar o destaque e a voz destas mulheres com ações durante as temporadas e na sua comunicação. “A Márcia é um autêntico símbolo de determinação e coragem e um exemplo para outras raparigas e mulheres que querem apostar no desporto. Se somos apaixonados pelo desporto, temos de o ser pelo seu todo e investir cada vez mais para equilibrar esse jogo”, comenta Miguel Domingues, Brand Manager da Betclic.
Empoderadora, a mensagem do filme é clara. Ainda que com tantos desafios e dedos críticos apontados, que todas as mulheres tenham a coragem de apontar sempre para cima, para viverem todo o seu potencial em plenitude.
Márcia Costa
Apesar de se ter profissionalizado em idade tardia face ao que é habitual no basquetebol masculino, a atleta portuguesa de 34 anos soma um currículo que fala por si só: a basquetebolista do G.D.ESSA foi a Jogadora da Década 2010-20 da Liga Betclic Feminina e é uma das referências da Seleção Nacional. Além disso, Márcia Costa é licenciada em Educação Física e mãe – sendo esta última uma das questões que mais vezes se levanta como sendo “problemática” na conciliação entre vida pessoal e o exigente calendário de uma atleta de alta competição.
A (des)igualdade de género no desporto português em números
Segundo um estudo do IPDJ (Instituto Português do Desporto e da Juventude) de 2021 sobre igualdade de género no desporto em Portugal, há ainda muito trabalho pela frente para que se aumente a representatividade da mulher e se torne o desporto um lugar seguro para todos.
O estudo aponta que apenas 4% das presidentes das federações com modalidades olímpicas são mulheres e as vices são também um número ínfimo: 16%. No que toca a praticantes, a balança volta a pender para o lado masculino: apenas 30% dos praticantes de desporto filiados nas federações com modalidades olímpicas são mulheres. Entre essas mesmas federações, o estudo realça que apenas 22% têm um plano de ação para prevenir e combater a violência no desporto baseada no género.Ficha Técnica
Agência Criativa: Funnyhow
Chief Creative Officer: César Sousa
Diretor Criativo: Álvaro Silveira / André Leite
Diretor de Arte: Guilherme Kaufmann
Copywriter: André Trabuco Rodrigues
Motion Designer: Renato Navarro
Executivo de Contas: João Gonçalves
Agência PR: Omertà
PR Director: Eliná Enrique
PR Executive: Beatriz Perdigão / João Jesus
Realizador/editor: Gonçalo Sbrugens
Produtor executivo: Phillip Reese
Produtora: Mosaic Media House
Diretor de Fotografia: Mário Guilherme
Make Up: Diana Pinto Correia
Styling: Vanessa Marques
Diretor de Som: Tito Pires
Diretor de Arte: Pedro Vercesi
Motion Control: Thortuga
Grading: Filipe Pinto Silva
VFX: Musgo Audio
Pós produção: Dino Rodrigues
Edição Offline: João Lucas Aguiar
Pensado especialmente para a atleta lusa, eleita Jogadora da Década 2010-20 da Liga Portuguesa, o filme – assinado pela agência criativa Funnyhow – confronta algumas das questões que continuam a ser colocadas como obstáculos no percurso profissional das mulheres. Jornadas de trabalho múltiplas, salários desiguais, sobrecarga mental, insegurança nos espaços públicos, pressão estética – a lista de desafios enfrentados por elas na hora de praticar e de se profissionalizarem no desporto é extensa, demonstrando que ser mulher no desporto ainda é um ato de resistência num universo pensado maioritariamente no masculino.
“Se as jovens atletas começarem a ver mais mulheres a conseguir fazer do basquetebol uma profissão, automaticamente, sentem que aquele hobbie pode passar um dia a ser a sua carreira. Temos de dar estruturas aos clubes para as atletas terem contratos de trabalho, para que o facto de sermos mães não seja um problema e por aí adiante.”, afirma Márcia.
Somadas aos estereótipos e preconceitos que ainda persistem, estão as dificuldades no apoio ao desporto, que vão desde as condições básicas até o próprio incentivo de profissionais. Por exemplo, os árbitros ganham menos em jogos da Liga de Basquetebol Feminina do que na Masculina.
“Eu tive de criar as minhas condições, tive de me mostrar disponível a treinar extra para que pudesse valorizar o meu trabalho e justificar o investimento que o meu clube iria fazer. A estrutura devia estar pronta para desafiar as atletas a serem profissionais e não elas a darem um salto para o vazio. Se já está tudo tão preparado para o masculino, porque não transportar essa fórmula para o feminino e ajustar no que é preciso?”, questiona Márcia.
Desde 2021 que a Betclic patrocina as Ligas Masculina e Feminina de basquetebol nacionais com um compromisso financeiro igualitário e tem como um dos seus objetivos não só dar continuidade, como aumentar o destaque e a voz destas mulheres com ações durante as temporadas e na sua comunicação. “A Márcia é um autêntico símbolo de determinação e coragem e um exemplo para outras raparigas e mulheres que querem apostar no desporto. Se somos apaixonados pelo desporto, temos de o ser pelo seu todo e investir cada vez mais para equilibrar esse jogo”, comenta Miguel Domingues, Brand Manager da Betclic.
Empoderadora, a mensagem do filme é clara. Ainda que com tantos desafios e dedos críticos apontados, que todas as mulheres tenham a coragem de apontar sempre para cima, para viverem todo o seu potencial em plenitude.
Márcia Costa
Apesar de se ter profissionalizado em idade tardia face ao que é habitual no basquetebol masculino, a atleta portuguesa de 34 anos soma um currículo que fala por si só: a basquetebolista do G.D.ESSA foi a Jogadora da Década 2010-20 da Liga Betclic Feminina e é uma das referências da Seleção Nacional. Além disso, Márcia Costa é licenciada em Educação Física e mãe – sendo esta última uma das questões que mais vezes se levanta como sendo “problemática” na conciliação entre vida pessoal e o exigente calendário de uma atleta de alta competição.
A (des)igualdade de género no desporto português em números
Segundo um estudo do IPDJ (Instituto Português do Desporto e da Juventude) de 2021 sobre igualdade de género no desporto em Portugal, há ainda muito trabalho pela frente para que se aumente a representatividade da mulher e se torne o desporto um lugar seguro para todos.
O estudo aponta que apenas 4% das presidentes das federações com modalidades olímpicas são mulheres e as vices são também um número ínfimo: 16%. No que toca a praticantes, a balança volta a pender para o lado masculino: apenas 30% dos praticantes de desporto filiados nas federações com modalidades olímpicas são mulheres. Entre essas mesmas federações, o estudo realça que apenas 22% têm um plano de ação para prevenir e combater a violência no desporto baseada no género.Ficha Técnica
Agência Criativa: Funnyhow
Chief Creative Officer: César Sousa
Diretor Criativo: Álvaro Silveira / André Leite
Diretor de Arte: Guilherme Kaufmann
Copywriter: André Trabuco Rodrigues
Motion Designer: Renato Navarro
Executivo de Contas: João Gonçalves
Agência PR: Omertà
PR Director: Eliná Enrique
PR Executive: Beatriz Perdigão / João Jesus
Realizador/editor: Gonçalo Sbrugens
Produtor executivo: Phillip Reese
Produtora: Mosaic Media House
Diretor de Fotografia: Mário Guilherme
Make Up: Diana Pinto Correia
Styling: Vanessa Marques
Diretor de Som: Tito Pires
Diretor de Arte: Pedro Vercesi
Motion Control: Thortuga
Grading: Filipe Pinto Silva
VFX: Musgo Audio
Pós produção: Dino Rodrigues
Edição Offline: João Lucas Aguiar

