Figuras públicas associam-se a campanha de sensibilização da LPCC

A atriz e apresentadora Sofia Ribeiro, a chef Tia Cátia, o ator Gonçalo Diniz, a escritora Virginia Lopez e a nutricionista Iara Rodrigues são algumas das figuras públicas que se associam à campanha nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) “Unidos Por Cada Um”, que assinala o Dia Mundial do Cancro (4 de fevereiro).

No âmbito da campanha, a LPCC relança o desafio “De Pernas para o Ar – Ninguém enfrenta o cancro sozinho”, agora transformado num verdadeiro movimento coletivo. A iniciativa convida pessoas que vivem ou viveram o cancro a partilhar um vídeo com a sua experiência e a nomear três pessoas que foram fundamentais no seu percurso, como gesto de reconhecimento. Quem acompanhou alguém com cancro é igualmente incentivado a partilhar a sua perspetiva sobre o que significou apoiar quando tudo mudou.

Com o objetivo de tornar a campanha o mais abrangente e participativa possível, a LPCC apela também à adesão de entidades coletivas, como escolas, instituições de saúde, empresas, autarquias e grupos de voluntários, desafiando-as a integrar o movimento “De Pernas para o Ar”. Paralelamente, são promovidas iniciativas complementares, como a criação de murais colaborativos sobre a temática do cancro ou a dinamização de concursos de desenho, reforçando o envolvimento da comunidade.

Este ano, a campanha entra numa nova fase, promovendo não apenas a sensibilização, mas também a reflexão e a ação local, com o objetivo de demonstrar que os cuidados em cancro devem ser, para além de clinicamente eficazes, acessíveis, inclusivos e ajustados às necessidades únicas de cada pessoa.

LPCC defende pagamento da baixa médica a 100 % para doentes oncológicos

Nesta data importante, a LPCC volta a defender que a baixa médica para pessoas com doença oncológica deve ser remunerada a 100%, alertando para o impacto económico profundo e persistente que o diagnóstico de cancro continua a ter nas famílias portuguesas.

“As pessoas com cancro não podem continuar a ser penalizadas financeiramente por estarem doentes. A doença não reduz apenas a capacidade de trabalho, mas afeta profundamente a vida económica, social e familiar. A baixa médica a 100% não é um privilégio, é uma medida de justiça social e de proteção da dignidade humana”, sublinha o Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Vítor Veloso.

A LPCC considera positiva a recente aprovação da majoração do subsídio para assistência a filho com doença oncológica, que aumenta a remuneração de 65% para 100% do valor de referência. No entanto, sublinha que esta medida representa apenas um primeiro passo e defende que o mesmo princípio de proteção plena seja aplicado às próprias pessoas com doença oncológica.

Todos os anos, a LPCC canaliza cerca de dois milhões de euros em apoios sociais diretos a famílias em situação de vulnerabilidade económica, cujos rendimentos sofrem uma quebra significativa após o diagnóstico de cancro. Esta realidade demonstra que os atuais mecanismos de proteção social continuam a ser insuficientes para garantir dignidade, estabilidade e segurança financeira às pessoas com cancro e aos seus cuidadores.

Terça-feira, 03 Fevereiro 2026 10:46


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