GALP leva música e propósito ao NOS Alive com orquestra juvenil brasileira

A convite da GALP, um grupo de câmara da Orquestra Sinfónica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formado exclusivamente por raparigas brasileiras, entre os 16 e os 22 anos, oriundas da rede pública de ensino, irá actuar no NOS Alive no próximo dia 10 de Julho, no mesmo evento que contará com estrelas como Olivia Rodrigo e Parov Stelar. O concerto terá lugar no Palco Fado Café e o alinhamento inclui temas como A Banda, de Chico Buarque; Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; Anunciação, de Alceu Valença; Aquarela do Brasil, de Ary Barroso; Feira de Mangaio, de Sivuca, e – claro – Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga.

Esta será a quarta digressão internacional da Orquestra, que já se apresentou em Portugal (embora não em Lisboa), Espanha, Suíça e França. Em novembro deste ano, o grupo irá actuar no prestigiado Carnegie Hall, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Fundada em 2021 com o propósito de promover a representatividade e diversidade entre instrumentistas do sexo feminino, a OSJ Chiquinha Gonzaga conta, na sua formação completa, com 52 integrantes. O grupo já apresentou-se ao lado de nomes como Elba Ramalho, Alexandre Nero, Toni Garrido, Maria Gadú, Roberta Miranda e Mônica Salmaso, para além de referências da música erudita, como a soprano portuguesa Carla Caramujo e o tenor Eric Herrero. O nome da Orquestra presta homenagem à pianista, compositora e primeira maestrina do Brasil, Chiquinha Gonzaga – uma mulher à frente do seu tempo, que fez da música uma ferramenta de voz, liberdade e oportunidade. A sua história inspira a luta feminina e fomenta o debate sobre a equidade de género.

Com o patrocínio da Galp/Petrogal Brasil, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, são promovidas diversas acções em zonas de elevada vulnerabilidade social, incluindo aulas de formação musical, aquisição de instrumentos de qualidade, requalificação de espaços, atribuição de bolsas de estudo às integrantes da Orquestra e contratação de professores de referência, provenientes de universidades e orquestras brasileiras, que preparam as raparigas para o acesso ao ensino superior e ao mercado profissional da música.

“Mais do que formação musical, a Orquestra Sinfónica Chiquinha Gonzaga, graças ao patrocínio da GALP/Petrogal Brasil, oferece caminhos reais para a construção de um futuro com maior equidade, liberdade e representatividade. Raparigas que anteriormente não tinham acesso à arte encontram agora na música um meio de expressão, de sonho e de transformação – de si mesmas, das suas comunidades e da sociedade no seu todo”, afirma Moana Martins, directora executiva da OSJ Chiquinha Gonzaga e de outros cinco grupos musicais que promovem transformação social e integração comunitária através da educação, música e cultura.

“Estamos muito entusiasmadas com este convite da GALP para tocarmos em Portugal. Esta parceria é estratégica e essencial para o êxito da Orquestra Sinfónica Chiquinha Gonzaga e para a trajetória académica e profissional das jovens musicistas. Para além da Orquestra, a colaboração com a GALP permite-nos manter sete pólos de formação musical, com mais de 700 alunas, em zonas de elevada vulnerabilidade no Rio de Janeiro”, conclui Moana Martins.

Segunda-feira, 07 Julho 2025 11:29


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