Numa altura em que os espaços tradicionais portugueses estão a ser substituídos por gigantes comerciais, a marca de moda sustentável assenta raízes na sua origem, privilegiando a experiência de contacto direto com o consumidor e o sistema de compra in loco.
O conceito de luxo já sofreu voltas e reviravoltas, mas depois de uns últimos anos desafiadores para o mundo da Moda podemos todos concordar que não há amor como o primeiro. Com uma consciência de compra afunilada e uma vontade de viver além do universo digital, o consumidor procura mais do que uma transação – busca uma troca, uma memória, marcas que se alinhem com os seus valores e produtos que o seduzam ao toque. Com uma filosofia de exclusividade e um ADN que remota aos princípios primordiais éticos e sociais do vestir, a A LINE tem traçado um caminho próprio, criando uma base de clientes fiéis que se inserem no universo de estilo e cultural da marca. Neste sentido, faltava-lhe adicionar um ponto de encontro palpável e a ambição de ter uma loja física foi crescendo até se tornar agora uma feliz realidade. “Somos uma marca de alta qualidade onde é preciso sentir o produto, sentir o detalhe”, explica Hélder Gonçalves, fundador da A LINE. “Defendemos que a verdadeira sustentabilidade é o consumir menos e melhor. Logo é absolutamente necessário ver e sentir um produto como o nosso.” A loja da marca é um espaço pensado para proporcionar uma experiência agradável aos visitantes, onde o cliente se sinta bem recebido.
O projeto do espaço ficou a cargo da dupla de arquitetos Rita Castro Lima e Luis Almeida (That AI) com quem a marca já havia criado relação. O briefing passava por um projeto de interiores que valorizasse a imagem da A LINE com uma estética vincada de cariz sustentável e com texturas naturais, que permitisse ao cliente final entrar num espaço pequeno, mas confortável, e que fosse inspirador no seu interior. Um trabalho cuidado feito pelos arquitões e pelos artesãos e pequenas empresas locais que fizeram os interiores. “Gostamos muito disto. De ligar as empresas de onde somos e onde estamos instalados em termos produtivos aos nossos projetos. De andarmos juntos. De fazermos coisa juntos”, refere Hélder. À semelhança do corner da A LINE que foi projetado para Lisboa para a The Feeting Room (um dos dois pontos de venda físicos já existentes da marca), também esta loja foi concebida a uma escala diferente, para imergir o cliente no espaço. Com esse objetivo, foram incorporadas duas áreas curvas, tanto na entrada da loja como na zona de exposição. O ambiente intimista é aprimorado pela atenção especial à iluminação, destacada pela simulação da luz zenital através da “falsa” claraboia no centro da área de exposição e das peças do designer Davide Groppi, proporcionando aos clientes uma experiência agradável e relaxante. “Os revestimentos em tons neutros e materiais premium foram cuidadosamente selecionados para permitir que as peças de roupa e acessórios se destaquem nas diversas coleções, enquanto conferem ao espaço uma atmosfera sofisticada e intemporal”, refere Rita Castro Lima.
Também as montras – a janela de comunicação direta com o público – não foram deixadas ao acaso. Com o desejo de criar uma fundação sólida e uma declaração não só de um estilo, mas de um ser único – um “eu” autoconfiante, assertivo e consciente – em ambas as montras foram colocados tubos metálicos que exploram uma abordagem diferente aos charriots tradicionais, assim como a evolução das estruturas, a delineação das fundações e a busca da convergência entre o sólido e o fluído. Esta proposta também transmite o tempo de maturação e consolidação de uma escolha e o crescimento do “eu”; uma linha concreta com altos e baixos que nos acompanha, mais comummente chamada de linha da vida. “O nome da marca desconstruído no seu modo mais simples, uma só linha – A LINE”, define Ana Caracol, set designer responsável por esta área do projeto.
Porquê Miguel Bombarda e o Quarteirão da Artes?
“Foi e é um local que gostamos muito, por várias razões. Pela sua autenticidade natural (e maravilhosa) de “bairro” do Porto e claro pela sua ligação à arte e ás suas galerias”, justifica o fundador sobre a escolha do número 519 da Rua de Miguel Bombarda. “Não podia haver melhor local para a nossa primeira loja. Falta ao Porto uma “Soho” Londrina ou até Nova Iorquina, onde as marcas alternativas possam coabitar com arte, design, cultura, gastronomia. O Quarteirão da arte de Miguel Bombarda tem tudo para ser isso, na verdade tende a ser isso… Parece-me inevitável que vá acontecer, mais cedo ou mais tarde. Por isso nunca houve outro local onde pensássemos ter uma loja para a A LINE. Isto tornou o processo bastante simples. Quando soubemos da disponibilidade da loja onde estamos agora, nem hesitamos.” Como uma marca de slow fashion, também as ações em loja são pensadas com calma: estão a ser desenhados alguns eventos orgânicos a anunciar brevemente. Os próximos tempos servirão para dinamizar a relação da loja com os atuais clientes e potenciais compradores.
O conceito de luxo já sofreu voltas e reviravoltas, mas depois de uns últimos anos desafiadores para o mundo da Moda podemos todos concordar que não há amor como o primeiro. Com uma consciência de compra afunilada e uma vontade de viver além do universo digital, o consumidor procura mais do que uma transação – busca uma troca, uma memória, marcas que se alinhem com os seus valores e produtos que o seduzam ao toque. Com uma filosofia de exclusividade e um ADN que remota aos princípios primordiais éticos e sociais do vestir, a A LINE tem traçado um caminho próprio, criando uma base de clientes fiéis que se inserem no universo de estilo e cultural da marca. Neste sentido, faltava-lhe adicionar um ponto de encontro palpável e a ambição de ter uma loja física foi crescendo até se tornar agora uma feliz realidade. “Somos uma marca de alta qualidade onde é preciso sentir o produto, sentir o detalhe”, explica Hélder Gonçalves, fundador da A LINE. “Defendemos que a verdadeira sustentabilidade é o consumir menos e melhor. Logo é absolutamente necessário ver e sentir um produto como o nosso.” A loja da marca é um espaço pensado para proporcionar uma experiência agradável aos visitantes, onde o cliente se sinta bem recebido.
O projeto do espaço ficou a cargo da dupla de arquitetos Rita Castro Lima e Luis Almeida (That AI) com quem a marca já havia criado relação. O briefing passava por um projeto de interiores que valorizasse a imagem da A LINE com uma estética vincada de cariz sustentável e com texturas naturais, que permitisse ao cliente final entrar num espaço pequeno, mas confortável, e que fosse inspirador no seu interior. Um trabalho cuidado feito pelos arquitões e pelos artesãos e pequenas empresas locais que fizeram os interiores. “Gostamos muito disto. De ligar as empresas de onde somos e onde estamos instalados em termos produtivos aos nossos projetos. De andarmos juntos. De fazermos coisa juntos”, refere Hélder. À semelhança do corner da A LINE que foi projetado para Lisboa para a The Feeting Room (um dos dois pontos de venda físicos já existentes da marca), também esta loja foi concebida a uma escala diferente, para imergir o cliente no espaço. Com esse objetivo, foram incorporadas duas áreas curvas, tanto na entrada da loja como na zona de exposição. O ambiente intimista é aprimorado pela atenção especial à iluminação, destacada pela simulação da luz zenital através da “falsa” claraboia no centro da área de exposição e das peças do designer Davide Groppi, proporcionando aos clientes uma experiência agradável e relaxante. “Os revestimentos em tons neutros e materiais premium foram cuidadosamente selecionados para permitir que as peças de roupa e acessórios se destaquem nas diversas coleções, enquanto conferem ao espaço uma atmosfera sofisticada e intemporal”, refere Rita Castro Lima.
Também as montras – a janela de comunicação direta com o público – não foram deixadas ao acaso. Com o desejo de criar uma fundação sólida e uma declaração não só de um estilo, mas de um ser único – um “eu” autoconfiante, assertivo e consciente – em ambas as montras foram colocados tubos metálicos que exploram uma abordagem diferente aos charriots tradicionais, assim como a evolução das estruturas, a delineação das fundações e a busca da convergência entre o sólido e o fluído. Esta proposta também transmite o tempo de maturação e consolidação de uma escolha e o crescimento do “eu”; uma linha concreta com altos e baixos que nos acompanha, mais comummente chamada de linha da vida. “O nome da marca desconstruído no seu modo mais simples, uma só linha – A LINE”, define Ana Caracol, set designer responsável por esta área do projeto.
Porquê Miguel Bombarda e o Quarteirão da Artes?
“Foi e é um local que gostamos muito, por várias razões. Pela sua autenticidade natural (e maravilhosa) de “bairro” do Porto e claro pela sua ligação à arte e ás suas galerias”, justifica o fundador sobre a escolha do número 519 da Rua de Miguel Bombarda. “Não podia haver melhor local para a nossa primeira loja. Falta ao Porto uma “Soho” Londrina ou até Nova Iorquina, onde as marcas alternativas possam coabitar com arte, design, cultura, gastronomia. O Quarteirão da arte de Miguel Bombarda tem tudo para ser isso, na verdade tende a ser isso… Parece-me inevitável que vá acontecer, mais cedo ou mais tarde. Por isso nunca houve outro local onde pensássemos ter uma loja para a A LINE. Isto tornou o processo bastante simples. Quando soubemos da disponibilidade da loja onde estamos agora, nem hesitamos.” Como uma marca de slow fashion, também as ações em loja são pensadas com calma: estão a ser desenhados alguns eventos orgânicos a anunciar brevemente. Os próximos tempos servirão para dinamizar a relação da loja com os atuais clientes e potenciais compradores.
