20 anos a dar Fuel à criatividade

A Fuel celebra 20 anos de atividade. Para assinalar esta data, o Co-CEO & Cliente Service Director, Pedro Santana, e o Co-CEO & Chief Creative Officer, João Madeira, fazem um balanço do trabalho desenvolvido pela agência que “trouxe uma abordagem criativa à comunicação promocional” e perspetivam o que se pode esperar da criatividade nas próximas duas décadas. Este é também um momento de transformação, em que é apresentada uma nova identidade visual que pretende acrescentar “modernidade” e juntar “disrupção a uma base sólida”.

20 anos a dar Fuel à criatividade

Briefing | A Fuel celebra duas décadas. Qual o balanço que fazem destes 20 anos e que impacto teve a agência na publicidade em Portugal?

Pedro Santana (PS) – Foram 20 anos de enorme sucesso, com um crescimento que não deverá ter paralelo em Portugal. Acreditamos que a Fuel tem contribuído para o crescimento de algumas das maiores marcas nacionais e internacionais, com criatividade eficaz, que traz resultados aos nossos clientes.

João Madeira (JM) – Quanto ao impacto, arrisco dizer que a Fuel trouxe uma abordagem criativa à comunicação promocional. E talvez um tipo de relacionamento próximo e construtivo com os clientes.

Quais os três acontecimentos que diriam que marcaram o percurso da agência e que aprendizagens trouxeram?

PS – O primeiro foi a conquista da Worten, em 2007. Este foi o grande impulso para a agência poder crescer nos primeiros anos. Tem sido incrível e, claro, exigente acompanhar a evolução de uma marca que, atualmente, está no top 5 das maiores marcas do País. 

O segundo foi a pandemia. Como toda a gente, tivemos de nos adaptar, de mudar métodos e de reorganizar tudo o que estava planeado para os meses e anos seguintes.

Em terceiro, a aposta em dois miúdos da casa para assumirem a função de CEO. Foi uma escolha que reflete muito a cultura da agência. Trabalhamos em equipa em todas as fases do processo.

O que distingue a Fuel das outras agências no mercado?

PS – A criatividade eficaz, que traz, realmente, resultados; o equilíbrio entre a qualidade criativa e a agilidade de processos, que nos permite trabalhar grandes marcas; e, muito importante, a nossa cultura. Somos uma agência onde as pessoas gostam de trabalhar e temos muito orgulho no sentimento de pertença que existe, mesmo nos que já saíram da agência. 

JM – Na Fuel, dizemos que juntamos a força multinacional ao espírito independente. Por fazermos parte do grupo Havas, temos acesso a uma série de ferramentas e de estudos que dão solidez ao nosso trabalho. Além disso, trabalhamos em conjunto com os media para orientar as propostas desde o início. No meio deste ecossistema, mantemos sempre uma postura próxima, honesta e descomplicada, com uma organização muito horizontal, que se pode encontrar numa estrutura mais pequena. Esse combo é difícil de encontrar.

Ao longo dos anos, receberam vários prémios nacionais e internacionais. Que importância tem este reconhecimento pelo trabalho desenvolvido?

JM – Os prémios são importantes para atrairmos clientes e talento. No entanto, não nos servem de nada se premiarem trabalhos que não resolvem problemas reais ou que não contribuem para a construção de uma marca. 

Recentemente, a Fuel apresentou uma nova identidade. O que motivou esta transformação? Qual o racional criativo?

PS – Casa de ferreiro espeto de pau. Na verdade, sentimos que era o momento certo para mudar uma identidade antiga, que já merecia um refresh. 

JM – A Fuel mudou muito ao longo do tempo. Adaptou-se às alterações do mercado, da sociedade, do mundo. Sentimos que precisávamos de uma identidade que refletisse essa fluidez, que acrescentasse modernidade e que juntasse disrupção a uma base sólida. É o que fazemos.

De que forma é que a Inteligência Artificial (IA) tem vindo a impactar o vosso processo criativo?

PS – Tem um papel cada vez mais relevante. Estamos constantemente a descobrir e a trabalhar com novas ferramentas de IA, desde vídeo, imagem, escrita e estratégia. Todos os departamentos da agência estão agora mais preparados para esta transformação. 

JM – No caso do processo criativo, é uma ajuda para desbloquear e sair da página em branco. Além disso, as maquetes e os moods conseguem ser muito mais próximos do resultado pretendido, com menos tempo despendido. 

Após 20 anos, o que ainda falta fazer?

PS – Temos sempre a ambição de fazer melhor o nosso trabalho. Mais e melhores ideias. E mais prémios criativos realizados com trabalho para os nossos clientes.

JM – Trabalhar uma marca internacional. Já trabalhamos marcas globais, como Pizza Hut e Iberdrola, mas apenas para o nosso País. Acreditamos que podemos ir mais longe.

Quais os projetos que estão a ser planeados para os próximos tempos?

JM – Um investimento superior e o respetivo reforço na área de Content e Social Media, pois temos feito cada vez mais e melhor trabalho, reconhecido pelos clientes nessa área.

Simão Raposo

Sexta-feira, 05 Dezembro 2025 12:02


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