A felicidade corporativa existe e a Human Culture Design leva-a às empresas

A felicidade corporativa existe e a Human Culture Design leva-a às empresasÉ a partir de uma frase feita que a Human Culture Design se propõe fomentar a felicidade corporativa nas empresas: “O coração das marcas são as suas pessoas”. A agência, explica Vanessa Duarte, oferece soluções que tornam a comunicação interna coerente com a comunicação externa, acreditando que essa cultura tem impacto positivo no negócio.

Briefing | O que justifica a criação de uma agência de cultura organizacional?

Vanessa Duarte | A criação de uma Agência de Cultura Organizacional acontece por sermos realistas e termos a noção do mundo em que vivemos, (um mundo VICA – Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). Por sabermos que temos de nos reinventar a cada instante e porque são os colaboradores os primeiros a viver e a defender a verdade da(s) marca(s) que nascem nas suas empresas.

Mas não só. Para a Jason Associates houve dois elementos fundamentais para avançar com a decisão de agarrar este desafio: a certeza de que a felicidade corporativa é um fator com um impacto determinante nos resultados da empresa e o seu permanente desejo de marcar a diferença no meio em que se move – a gestão do talento.

Briefing | Que valências oferece às empresas? Porquê uma equipa que concilia profissionais do marketing com gestão?

VD | Com a evolução do mercado cresce a noção de que é cada vez mais arriscado que as organizações tenham dois discursos, um para fora e outro para dentro, dois modos de atuação distintos, duas caras e duas medidas. A coerência é essencial e a verdade também e, neste sentido, procuramos apoiar as empresas a comunicarem de dentro para fora, potenciando o marketing interno para o externo.

Sabemos que a nossa missão é melhor conseguida por termos uma equipa multidisciplinar, com formação e experiência oriunda de consultoria estratégica de recursos humanos, agências de comunicação e design. É esta equipa – fator que acredito firmemente que nos distingue – que nos permite desenhar as melhores soluções, abordagens integradas, de modo a transmitir as melhores mensagens, as mais adequadas, e apoiar a estratégia da organização através de metodologias, técnicas e ferramentas que permitem a ativação das pessoas, mobilizando-as num verdadeiro call to action.

Briefing | Em que medida é que as empresas precisam de promover essa cultura?

VD | Se a cultura é fator determinante na construção da identidade organizacional e se esta reflete a personalidade da organização, a gestão da identidade é uma importante ação de construção e manutenção da imagem e reputação corporativa. Existe um cliché nesta área que é “o coração das marcas são as suas pessoas” e nós acreditamos que é mesmo assim. Por isso, é fundamental chegar ao seu coração, uma vez que só assim conseguimos mobilizar a organização e transpor a cultura para o dia-a-dia da mesma.

Briefing |Qual a importância da comunicação interna para o sucesso empresarial?

VD | A comunicação interna é o principal veículo de transmissão da cultura. Com a estratégia adequada, que começa numa análise cuidada para entender a forma de ser, estar e fazer acontecer da organização, é importante definir um plano de comunicação interna, alinhado com os eixos estratégicos da empresa. É este plano que determina o que se diz de forma clara e objetiva, mas acima de tudo transparente e envolvente. É com este plano que a empresa diz o que espera de cada colaborador, bem como o que oferece, criando impacto nos colaboradores e trazendo uma mudança comportamental, com resultados ao nível do negócio e da faturação das empresas.

Briefing | Diria que esta cultura é deviamente reconhecida pelas empresas nacionais?

VD | As empresas procuram incessantemente as diversas ferramentas de comunicação para ter um posicionamento claro e positivo junto aos seus stakeholders e, principalmente, do seu cliente ou consumidor final. Felizmente, nos últimos tempos a noção de que esta identidade depende cada vez mais de quem está in house e que sem o conhecimento profundo da sua cultura organizacional, qualquer posicionamento pode ficar superficial e insustentável, tem ganho adeptos.

Pelo reconhecimento da importância da criação de uma cultura emocional e da comunicação interna neste processo, há cada vez mais empresas com esta pasta sim. E que reconhecem os seus colaboradores como os verdadeiros embaixadores das marcas e um elemento decisivo na construção do seu employer brand.

Briefing | Que estratégias podem/devem as empresas adotar neste âmbito?

VD | As empresas devem considerar as suas pessoas como aquilo que são: o protagonista principal do teatro em que se movem. Devem conhecer, escutar e envolve-las em todos os momentos da vida organizacional, através de uma cultura de proximidade. Exemplo disto são ativações internas para partilha ou recolha de informação, programas de reconhecimento, workshops de trabalho disruptivos, eventos corporativos, campanhas cujos cabeças de cartaz são os próprios colaboradores, a gamification, os portais do colaborador e tantos outros.

Briefing | O que define um caso de sucesso neste âmbito?

VD | O facto de se olhar para projetos de cultura como aquilo que eles são: representativos de todas as dimensões da organização. Por isso, é fundamental pensá-los de forma integrada e continuada, considerando o alinhamento fundamental entre o que se diz e o que se pratica. Para que a cultura saia do papel e esteja em cada corredor da empresa, em cada secretária e, claro, circule num verdadeiro movimento mouth to mouth.

fs@briefing.pt

Quinta-feira, 03 Março 2016 13:16


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